Conhecer Paris leva anos. Inúmeras viagens são necessárias. Mas, a primeira sempre será maravilhosa, sem dúvida! Comece por esse marco zero, as duas ilhas acima citadas, pois, a cada dia, tudo vai crescendo e numa complexidade que não se dá conta. Depois, escolha seus objetivos, se quer ser mais do que um turista comum.

Faça parte da turma da moda, reverenciando a volta do sucesso à marca Balenciaga, num lugar fashion, como o modernérrimo Restaurante Kong. Ou rode o circuito da culinária francesa, por toda a cidade. Vai do crepe, que está na rua, ao jantar no Lê Tour D´argent – caro, clássico e onde nasceu o pato com laranja. Ou banque o cultural pelas ruas do Quartier Latin.

No final do dia, vá ver os famosos rindo muito e enchendo a cara no Restaurante L´Aveneu, a quadras do famoso Hotel Plaza Athenée. E o melhor de tudo: arrume ou leve uma grande paixão nessa cidade. E beije em qualquer cenário. Na Ile de la Cite garantimos que já é inesquecível.

As áreas parisienses são chamadas de arrodissement. Cada arrodissement corresponde a um número. Exemplo: o primeiro arrodissement corresponde às ilhas de la Cite e a St-Louis. O sétimo é o ápice do chique, pois corresponde à área da Avenida Champs-Elysées. Sem contar que a grande parte da cidade é plana, descotando a fervilhante colina de Montmartre.

O Rio Sena corta Paris ao meio, e a divide em duas áreas. A Rive Droite, que seria a margem direita do rio, e a Rive Gauche, a da esquerda. Coincidência ou não, a Rive Droite é a área do luxo, do circuito das butiques e da “peruíce”; a Gauche, dos intelectuais, dos estudantes e da boêmia. O norte da cidade, que seria o lado longínquo da Rive Droite, é área dos imigrantes e da população mais simples.

O ano de 1848, aliás, marca o começo da era em que Paris se reurbanizou, para ser chamada de Cidade Luz, pelas mãos do barão de Haussmann, que demoliu ruas sujas e criou um urbanismo majestoso e, ao mesmo tempo, funcional, com avenidas e bulevares num dimensionamento geométrico.

Era a última parte da Paris napoleônica, com ares neoclássicos e resquícios da Idade Média, para depois a própria cidade marcar a arquitetura e arte com escolas como o Art Noveau, os quadros dos impressionistas, ou brindar a modernidade a partir dos anos 20 - com as edificações do arquiteto Lê Cobusier, a nova mulher decretada por Madame Chanel, o novo pensamento pelo filósofo Sartre, nas mesas do Café de Flore, o cinema francês de um Claude Lelouch -, ou influenciar hoje nossas baladas, com o estilo musical meio lounge, meio world music dançante do Buddah Bar, com filial até em São Paulo.

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