Perto do primeiro arrodissement e da prefeitura (um prédio lindo e com um balé de fontes noturno, chamado Hotel de Ville), está a região do Marais. O bairro foi reativado e, pouco antes da Revolução Francesa, era o auge da monarquia. Tanto que a Ile de St-Louis deixou de ser pântano, para servir de habitação (até hoje) de gente bacana e poderosa. Mas, o sorvetinho mais delicioso – e camarada Paris – está lá, chama-se Berthanignon e é servido numa casquinha de três sabores.

E, voltando ao Marais (sim, essa cidade enlouquece!): a entrada no bairro é perfeita, ao se deparar com o Praça da Bastilha. Foi ali que a população, em 14 de julho de 1789, fez a Revolução Francesa que mudou o pensamento humano, desbancou um rei e deu margem aos direitos do homem. Pegue a Rue des Francs Borgeois e entre no bairro. Hoje, o Marais celebra, ao mesmo tempo, a declaração dos direitos humanos, sendo também o bairro gay de Paris.

Mas, história e charme também não faltam. O Marais não é apenas um gueto gay, como também um delicioso território que une passado e presente. A lindíssima Place de Vosges era o lugar onde a corte passeava, aos domingos, e assistia a torneios de lutas ou performances circenses. Em forma simétrica, é uma das mais belas do mundo. O escritor Victor Hugo viveu ali, até os 16 anos. Atualmente, gourmets pagam até R$700 por um jantar no Restaurante L´Ambrosie – um dos melhores da cidade. O Marais tem lojas de decoração, bares ótimos, butiques e museus valiosos, como o de Picasso e o Carnavalet, dedicado à história da cidade. Não perca: a  Rua de Roisers, a chamada rua dos judeus. Coma um falavel (barato sanduíche) e visite a estonteante butique L´Eclaireur. Nela, além de roupas de babar, um acervo com desenhos de Fornassetti – um mestre do desenho.

Perto dali está o centro cultural Georges Pompidou, contemporâneo e com uma fervilhante agitação na sua fachada. Assista a tudo isso, na varanda do confortável Café Beauborg, de estilo art decó.

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