Quem se hospeda no Plaza Athenée vislumbra, em um de seus terraços, a Torre Eiffell. Ela está na Rive Gauche. Chegar até ela atravessando o Sena, os belos jardins do Trocadero e do Palais Chaillot, é uma experiência inesquecível! O símbolo maior da cidade foi inaugurado em 1889, tem 319 metros e “cresce” 15 cm no verão, pela dilatação do metal. Há cada sete anos, 50 toneladas de tinta são usadas para pintá-lo.

A torre é uma das atrações da Rive Gauche, assim como o Museu D´Orsay, antiga estação de trem que virou o segundo principal museu parisiense. Ele abriga a arte entre 1848 e 1914. Assim, seu acervo exibe impressionistas como Van Gogh, Gauguin e Toulouse Lautrec. O corredor central tem uma variada seleção de esculturas e uma delicada maquete do prédio da Ópera de Paris – de ficar horas observando a precisão. Seu terraço tem um café com vista para o Sena e um bonito restaurante. Ótimos para o almoço!

Perto do D´Orsay,está a agitada área de Saint Germain-des-Prés, com lojas bacanas e cafés, onde se desfila com menos pompa que na região da Saint Honoré – mas sem perder o estilo. St. Germain é mais culta e obviamente, menos comum. O epicentro são os cafés Les Deux Magots e Flore, onde pensadores como Sartre passavam o dia filosofando. Uma foto nos cafés é tão básica como na Torre Eiffel como no Arco do Triunfo.

Ao lado de Saint Germain, a intelectualidade e a boêmia ficam ainda mais fortes, ao se chegar no Saint Quartier Latin. Essa é a área dos estudantes da Sorbonne, dos clubes de jazz, das lojas culturais, restaurantes e cafés saborosos a bons preços. Vale a visita ao Museu de Cluny, especializado na Idade Média. Ou ao majestoso Panthéon, misto de igreja e cemitério, coberto para heróis franceses.

Dois bairros próximos são queridos pelos parisienses por sua tranqüilidade, arborização e lirismo nas ruas: o Jardin dês Plantes e Luxembourg. O primeiro teve inspiração nos jardins botânicos do século XVII, e sua movimentação se limita no mercado ao ar livre da Rua Mouffetard. Já Luxembourg tem um dos bosques mais belos do mundo, com 25 hectares e um esplêndido lago octogonal.

Voltando à Rive Droite, um bairro possui a mesma verve cultural e mundana da parte efervescente da Rive Gauche. Falo de Montmartre, onde escritores, poetas, pintores, gente alternativa e até os malandros se encontravam, no final do século XIX. Todos se encontravam à noite no Moulin Rouge, junto a poderosos parisienses que iam ver as coristas e a sensualidade festiva da casa noturna.

Montmartre fica numa colina. Da Igreja do Sacré Couer,  observa-se Paris de cima. E, em torno da igreja, está a Place du Tertre, com pintores e cafés, um espaço dedicado a Salvador Dali e Au Lapin Agile, misto de casa noturna e centro cultural, onde muita arte foi feita e discutida.



Shopping