Ecléticas, as praias de Porto Seguro oferecem opções para todos: sossego ou muito, muito agito. Caso se queira tranqüilidade, a dica é seguir em direção à Santa Cruz Cabrália. Lá  estão as praias menos badaladas da região. É por lá que ficam Mutá, com suas escunas (10km  do Centro de Porto Seguro), e Coroa Vermelha, (14km, já em Santa Cruz Cabrália), e onde foi rezada a primeira missa no Brasil, com bonitos recortes, águas claras, estreitas faixas de areia e nenhuma música baiana.

Para a galera que não vive sem agito, a pedida é Taperapuã, que fica a 7km do Centro. Lotada de megabarracas que tomam conta do espaço, é a pedida para quem só quer saber de música e paquera o dia todo, com seus palcos para shows, danças e apresentações. Um pouco antes, fica a praia de Mundaí, com infra-estrutura de barracas e águas calmas que atraem famílias com crianças.

O turista, no entanto, não deve se enganar: embora as praias da cidade de Porto Seguro sejam animadas, elas já estão mais desgastadas e não têm a mesma beleza que as outras praias da Costa do Descobrimento. Para chegar a elas, porém, deve-se ter uma certa dose de paciência e enfrentar alguns quilômetros de estrada de terra.

Pelas praias ao norte da cidade, espalham-se as grandes cadeias de hotéis à beira-mar e também acontecem os famosos luaus de Porto Seguro. Quem seguir mais ao sul, irá se parar com praias exóticas, coqueiros e recifes de corais que, quando a maré baixa, formam piscinas naturais. As melhores praias desta região são as de Arraial D'Ajuda.
Ao sul de Porto Seguro ficam ainda as praias de Trancoso, Cumuruxatiba ou Caraíva. Nestas praias existem as grandes mansões de artistas famosos, há redutos de naturalistas - perto da praia de Pedra Grande - e a natureza realmente compensa a viagem.

Agitação em vários ritmos

Taperapuã

A mais procurada praia de Porto Seguro, Taperapuã, revela-se perfeita para quem quer curtir a agitação da cidade à luz do dia. Enormes barracas com estrutura de restaurante – as principais são Axé Moi, Vira-Sol e Barramares – disputam os turistas com muita música, shows e lambaeróbica. A paquera rola solta, entre uma apresentação e outra. Tem águas claras e bastante calmas, um alívio para quem exagerou na dose da temível capeta. Entre as atividades esportivas, oferece vôlei, futebol de areia e caiaque. Passeios de banana-boat acontecem, diariamente.  A praia fica a 7km e oferece boas pousadas à beira-mar, bem como bares-restaurantes e feiras artesanais. A praia é bastante procurada por turistas e visitantes.

Mundaí

Já em Mundaí, encontra-se a primeira bela praia da orla em direção ao norte, com águas calmas e sombra de coqueiros. Ideal para famílias com crianças. Apesar do cenário bucólico, a presença da imensa barraca Tôa-Tôa garante o axé nas alturas, shows, lambaeróbica para todas as idades e lojinha de souvenirs. No verão, a pedida é dar uma volta de helicóptero, para ver de cima toda a animação que toma conta das praias e barracas ao redor. Quem sempre aparece por lá é Margareth Menezes.

Itacimirim

Bastante extensa (quase 1km) e inclinada, Itacimirim fica a 3,5km de Porto. A estreita faixa de areia batida, é tomada por animadas barracas que, além de axé-music, oferecem petiscos diversos, cerveja gelada e caipirinha. Pratos típicos da região e à base de frutos do mar são servidos, nos diversos restaurantes à beira-mar. Na maré baixa, a atração fica por conta das piscinas naturais.

Sossego e beleza natural


Praia do Espelho

Famoso e/ou descolado que não foi lá, não pode ostentar o título. A Praia do Espelho é o lugar ideal para momentos de tranqüilidade e conforto, com direito a paisagens de tirar o fôlego, pousadas encantadoras e culinária saborosa. Mas, não é fácil chegar lá: é preciso enfrentar 15 km de uma estrada de terra toda esburacada, a partir de Trancoso. O diferencial é que a praia ainda é pouco explorada, reservando, a quem se aventurar, um dos visuais mais fascinantes do país, com um mar de águas transparentes. A orla cercada por coqueiros, a mata atlântica e as falésias em tons brancos e avermelhados ilustram bem o porquê do nome.

Localizada ao sul de Porto Seguro, na chamada Costa do Descobrimento, a Praia do Espelho fica a apenas 20km de Trancoso. O local era apenas dos pescadores, que moram ali desde a década de 40, mas hoje faz parte da rota de turismo litorânea.

Em toda sua extensão, há piscinas naturais e recifes, esbanjando beleza natural. Os rios que desembocam no mar, além de contribuírem para o visual, são boas opções para quem curte banho em águas mornas, calmas, e pesca. A orla, cercada por coqueiros, completa o cenário, proporcionando sombra para aqueles que quiserem estender suas esteiras ou cangas sobre a areia fofa e descansar, aproveitando a paisagem.

Em Espelho, os turistas podem caminhar pela praia observando a fauna, flora, os animais e os famosos, como grande parte da turma do axé, incluindo Cláudia Leitte, Bell e Waltinho do Chiclete com Banana, além dos globais Fábio Assunção, Alessandra Negrini, Cléo Pires e Dado Dolabella. É possível também ver por lá pássaros das mais diferentes espécies.

A trilha pela falésia é considerada uma atração imperdível. Subindo até o topo dela, chega-se ao condomínio de luxo Outeiro das Brisas que, por sua posição, proporciona uma visão geral da praia.

Uma dica imperdível é o Vale dos Búfalos, onde pode-se ver manadas do animal, ou a reserva Indígena de Imbiriba que, apesar do difícil acesso, é um lugar tranqüilo e bastante bonito.

A Praia do Espelho pertence a uma área de proteção ambiental, e não tinha energia elétrica até a chegada do condomínio Outeiro das Brisas, pouco tempo atrás. Hoje, há até pista de aviação na área.

Além das atrações desse luxuoso condomínio, na beira da praia, sob a sombra dos coqueiros, estão os famosos e disputados restaurantes e bares pé-na-praia, pequenas casas de pescadores. Mesmo reformadas, elas mantêm um estilo rústico, porém aconchegante. Algumas delas são também pousadas mais simples.

Uma outra boa opção de passeio é ir até a praia vizinha, Caraíva. Andando pela beira-mar, o turista pode alternar a caminhada com refrescantes banhos nas águas límpidas do mar azulado. O trajeto costuma durar cerca de três horas e termina com a chegada ao Rio Caraíva, alma do pequeno povoado. É bom se preparar para voltar de barco pois, com a maré alta, a volta pela areia fica mais difícil. Mais longo, porém bastante interessante também é o passeio até Trancoso, o famoso paraíso baiano.

A vida noturna na Praia do Espelho é praticamente inexistente. Apesar dos bares não terem horário definido para fechar, quem quiser forró ou axé deve procurar opções em Caraíva ou Trancoso.

O grande diferencial da Praia do Espelho, entretanto, está em sua oferta: contando-se todos os leitos, não há mais de 300 lugares. Tudo lá é homeopático; os bons restaurantes também dispõem de poucos lugares. O da Silvinha, por exemplo, oferece apenas duas mesas e, como ainda não aderiu á luz elétrica, fecha no final da tarde.

O Brando, que fica no Outeiro das Brisas, põe suas sete mesas à noite, mas só de 20 de dezembro até a Páscoa. Tem programação de jazz e blues, ao vivo. Seu proprietário, Brando Vitelleschi, prefere mesmo cuidar de outras atividades, no restante do ano: uma fazenda no interior de São Paulo, deixando os pobres comensais à míngua.
Essa exclusividade, claro, vira ferramenta de marketing e atrai criaturas do porte de uma Gisele Bündchen e seu ex-namorado Leonardo DiCaprio. Michael Schumacher correu para lá, onde os estilistas Valentino e Yves Carlle, presidente mundial da Louis Vuitton, também foram descansar do lufa-lufa de linhas, agulhas e rendas.

Curuípe

Enseada com ondas fracas e protegida por recifes, Curuípe é a praia mais próxima do centro da cidade, a 3km. Apesar da estreita faixa de areia, é muito procurada para caminhadas, seguidas por refrescantes mergulhos nas águas calmas e claras. Algumas poucas barracas de praia garantem o coco gelado e o peixe frito.

Rio dos Mangues

Reunindo coqueiros e manguezais, Rio dos Mangues é boa para a prática de atividades esportivas, como caminhadas, caiaque e ultraleve. Piscinas naturais também são formadas na praia, que fica a 8km de Porto e conta com estrutura de barracas.

Ponta Grande
 
A oferta de lanchas para passeio, bananas-boat e aluguel de caiaques na alta temporada não são capazes de tirar o sossego dos freqüentadores da praia de Ponta Grande, principalmente na maré baixa, quando são formadas piscinas naturais. Quase deserta – exceto no verão -, fica a 9,5km do centro da cidade.

Mutá

Pequena enseada emoldurada por coqueiros, Mutá está na divisa de Porto Seguro com Santa Cruz Cabrália. Pouco freqüentada e com águas mornas, calmas e transparentes, é ponto de parada de escunas e embarcações que levam à Coroa Alta, um banco de corais que forma piscinas naturais na maré baixa. No verão, oferece passeios de ultraleve e, durante todo o ano, de barco para os recifes da região. Oferece estrutura de barracas.

Taipe

A praia de Taipe, tranqüila e isolada por falésias de até 20m, é bastante procurada por duas espécies: nudistas e tartarugas em época de desova. Altas ondas em mar aberto, é boa para pesca de arremesso. Taipe oferece algumas pousadas à beira-mar e quatro barracas, com serviço de bar e restaurante self-service, banheiros e estacionamento.

Apaga Fogo

A praia do Apaga Fogo fica próxima ao Rio Buranhém, onde atraca a balsa que vem de Porto Seguro. Possui a areia branca e fina, mas suas águas são escuras. Os recifes do local deixam as águas calmas e, na maré baixa, formam piscinas naturais, boas para banho e andar de caiaque.

Em Santa Cruz Cabrália, história e surfe

Coroa Vermelha
 
Considerada ponto de desembarque da expedição de Pedro Álvares Cabral, quando chegou ao Brasil, Coroa Vermelha atrai turistas que chegam em busca de uma enseada tranqüila, com águas rasas e areias brancas. Cenário também da primeira missa rezada em nossas terras, concentra lojinhas de artesanato produzido pelos índios pataxós e barracas.

Arakakaí

Uma das poucas praias da região com ondas, Arakakaí atrai praticantes de surfe e windsurfe. O mar, de águas verdes e muito claras, é emoldurado por recifes e forma piscinas naturais, na maré baixa. Nas areias amareladas, há barracas que servem petiscos e frutos do mar. Kadu Moliterno costuma dar suas rasantes lá.

O Encanto da Redondeza

Atravessar o Rio Buranhém é obrigatório. É lá que se vai curtir o astral das vilas do outro lado da margem, como Arraial d´Ajuda e Trancoso. Para os fãs do agito, vale abrir mão das megabarracas, pelo menos por um dia e uma noite, para conhecer os cenários mais bonitos e descolados da Costa do Descobrimento.

Arraial
 
A vila, que nasceu ao redor da igrejinha de Nossa Senhora d´Ajuda, fica no topo de um morro. Se o turista estiver sem carro, tudo bem: há serviços de kombi, que levam até o centro ou às praias. Durante o dia, o arraial fica praticamente deserto, já que a região oferece praias para todos os gostos – das badaladas Mucugê e Parracho à charmosa Pitinga, uma enseada de areia fofa, ondas fortes, águas esverdeadas e falésias. À noite, a Rua do Mucugê concentra o burburinho, com bares, restaurantes e lojas que funcionam até altas horas da madrugada.
 
Os hippies, que descobriram essa vila na década de 70, estão praticamente esquecidos. Hoje, pessoas do mundo todo e de todas as idades, mas principalmente os jovens, aportam por lá. Argentinos fizeram da vila um “segundo lar”. Já os mochileiros israelenses fizeram dali uma rota, em suas vindas para a América do Sul. Não raro verá cardápios e placas em hebraico... é o Isrraial d´Ajuda!

Com esse lufa-lufa internacional, os ritmos vão bem além da lambada, lambaeróbica e axé-music. A “Bróduei” (o nome da rua baiana se escreve assim mesmo e não Broadway, como a americana) já não é mais o point. A Estrada do Mucugê (ou Rua do Mucugê) é que se transformou no retrato deste especial cantinho do Brasil. Muita cor, os mais originais artesanatos, cozinha variada típica e internacional, bares transadíssimos, galerias (como o Beco das Cores), shoppingzinhos, verde e, ao seu término, exuberantes praias de águas mornas e transparentes, emolduradas por falésias e coqueirais.

São 20 km de praias. Entre elas, destacam-se a Praia de Apaga-Fogo, que é a primeira pra quem chega de Porto Seguro. Destaque para os esportes náuticos e as piscinas naturais que se formam com a maré baixa.

Em Araçaípe encontra-se o Arraial Eco Parque que, segundo informação do local, é o maior parque aquático da América Latina. A praia, com sua área forrada de conchas, fica em frente ao parque, que é propriedade privada.

Os luaus acontecem na Praia do Mucugê, que tem mar tranqüilo devido aos recifes que formam piscinas naturais. Na Praia do Parracho, com suas levas de formandos do Ensino Médio e universitários, o agito fica por conta da barraca homônima, que não dá espaço entre show, carnavais fora de época e apresentações diversas. Mergulhadores fazem pit-stop lá.

Apesar de Arraial d’Ajuda inteiro ser um cartão postal, a Praia da Pitinga carrega o título e se oferece em poses para as fotos. Areia fofa, a praia realmente faz jus ao cargo. Há um pedaço com barracas, logo no começo, sentido de quem vem da vila. Depois "desaparece" junto com as falésias, e emenda com a do Taípe.

Em Taípe, praia de mar aberto, isolada por falésias de até 20m. O acesso de automóveis localiza-se antes da ponte, sobre o Rio Taípe. No centro da praia, há a Lagoa Azul, cujas areias são ricas em silicato de alumínio (substância utilizada na indústria cosmética), que dizem ser ótimas para a pele.

Além Praia

Há um apelo histórico - o monte foi o primeiro ponto de terra avistado pela esquadra de Pedro Álvares Cabral, em 1500. O Parque Nacional do Monte Pascal, criado em 1961, é uma das mais importantes reservas de Mata Atlântica do sul da Bahia. Formado por árvores de grande porte, mangues, campos, restinga, diversificada fauna e flora fazem parte da unidade que tem 22.500 hectares.  O acesso ao parque é feito pelo KM 796 da BR-101. Às margens da rodovia, é possível conferir produtos e artesanatos, feitos pelos poucos índios Pataxós que habitam a região.
 
O parque está a mais de 100km do Arraial, mas agências na cidade organizam expedições para o local. É possível caminhar do Centro de Visitantes até o topo do monte por trilhas, sempre acompanhado de um guia local, um índio Pataxó.

Em dias de pouca nebulosidade, é possível ter uma vista panorâmica do oceano e da planície atlântica. Em dias chuvosos, a subida não é permitida. O percurso de ida e volta dura cerca de três horas.

O Arraial está entre Porto Seguro e Trancoso, e é um ótimo ponto pra quem quer estar mesclando os destinos. No desembarque da balsa que vem de Porto e atravessa o Rio Buranhém, passará (a pé, de van ou ônibus), pelos 4km da estrada, uma alameda de belas árvores e construções (pousadas ou casas de políticos e celebridades) que adiam a visão de suas belas praias.

Ao fim da estrada, uma ladeira leva ao centro histórico da vila, um verdadeiro mirante debruçado sobre belo vale. Da Igreja de Nossa Senhora d’Ajuda (1549) - cuja festa ocorre em 15 de agosto - admira-se o mar e, ao longe, a cidade de Porto Seguro.

Trancoso

Na chegada a Trancoso, o turista depara-se com uma vista deslumbrante: águas esverdeadas e coqueirais a perder de vista.  A dica é fugir de passeios organizados, que deixam de fora as peculiaridades do lugar. Depois de curtir as praias, o entardecer indica que é hora de seguir para o Quadrado, que tem o tamanho de dois campos de futebol, o centro de Trancoso. A área, gramada e cercada de árvores centenárias e construções coloridas, da época do descobrimento, reúne igreja e casinhas coloridas que abrigam o comércio local.  O nome vem de um campinho de futebol, instalado no meio da vila. Para almoçar, escolha algum dos restaurantes sob as amendoeiras da praça.

Programa imperdível mesmo é sentar, quando o sol começa a se pôr, em um das muitas cadeiras coloridas que estão em todo o Quadrado, e apreciar a roda de capoeira que se forma, o jogo de futebol, o passeio a cavalo. É deixar o tempo passar, enquanto as crianças brincam, sem fazer absolutamente nada.

O Quadrado

O ar internacional não choca nem descaracteriza o forte acento nativo. Descoberto pelos hippies nos anos 70, o Quadrado desde então apresenta um vai e vem calmo de gente de todos os cantos do mundo e do Brasil. Restaurantes, bares, lojas de artesanato, ateliês e pousadas ocupam as construções da época do descobrimento (pelo menos as fachadas se mantêm originais). À noite, é bacana observar a iluminação de velas, curtir um barzinho e um som, enquanto as estrelas dão seu espetáculo particular lá em cima.

E pensar que há trinta e poucos anos, o Quadrado era uma ex-aldeia indígena, catequizada por jesuítas e que foi transformada em aldeia de pescadores, com uma característica interessante: os jovens de um lado do largo só podiam casar com os jovens do outro lado. Isso, para evitar tragédias genéticas. Mas, os hippies paulistas e cariocas, em sua maioria, foram vivenciar o paz e amor em suas areias, nos meados dos anos 70. Longe de meros bichos-grilos e suas indefectíveis mochilinhas nas costas, muitos carregavam pomposos sobrenomes e conta bancária idem. Um pouco mais velhos, já em plenos anos 80, deram-se conta de que era melhor comprar as tais casinhas coloridas, antes que outros bichos menos apreciados, os yuppies, o fizessem.

Chamados de “biribandos” pelos nativos, transformaram o Quadrado no que é hoje: um lugar sofisticado, mas que não perde seu ar singelo, claro que com um metro quadrado por um valor nas alturas. Pousadas descoladas, lojas de grife, galerias de arte, como a Fulo, mostra de arte erótica, que arrastou um público considerável em janeiro, convivem com botequins no mais tradicional estilo carioca, restaurante japonês e barracas com aquele peixinho e chope esperto.

As praias dos Nativos e dos Coqueiros ficam bem perto do centro da vila. As demais devem ser percorridas a pé ou em barco, pois elas são protegidas pelo Rio Trancoso e por uma grande área de mangue, o que impede a passagem de carros. Também não é permitido o passeio de buggy na areia. Então, uma mochilinha básica, água, lanche, filtro solar e andança!
De Arraial d’Ajuda para Trancoso, são 12km de praia. Uma caminhada é a pedida. A Praia do Rio da Barra é a primeira, no sentido norte-sul. Tem 4km de extensão, algumas barracas e recebe as águas do Rio da Barra.  A Praia dos Nativos, freqüentada, lógico, pelos moradores, é pequena; tem 2,5km e poucas barracas, mas é uma delícia.

A mais freqüentada é a do Coqueiral ou dos Coqueiros. As balsas que chegam de Porto Seguro param ali, repletas de turistas, muitos deles acostumados aos holofotes e editoriais de moda. Mas, os 12.000 moradores já estão acostumados ao deslumbre dos gringos. Encontrar o estilista Calvin Klein bebericando um caipirinha de saquê, debaixo de uma amendoeira, é café pequeno.

Esbarrar em Naomi Campbell a caminho da praia, ela toda sorrisos envolta em sua canga colorida, já não é novidade. Empresários bem sucedidos também batem cartão no Quadrado: Ricardo Urgell, dono da Pacha, rede internacional de casas noturnas, é um deles. Renzo Rosso, criador e proprietário da grife Diesel, com jeans a preços de relógios importados, é outro.

A Praia do Rio verde tem mar aberto, barracas, restaurantes, é descoladíssima e já foi conhecida pela prática do nudismo, nos anos 80, como atestaram as então desbravadoras Sônia Braga e Elba Ramalho. Hoje, isso é proibido.

A cerca de 50m da praia há uma bela lagoa de água doce (Lagoa do Rio Verde), onde o banho é permitido. Da Praia do Rio Verde parte-se para a Praia de Itaquena, que tem plataformas de recifes, onde é possível pescar. A Praia da Barra do Rio dos Frades é famosa pelas árvores frutíferas, já existentes na época de Cabral.

Próximas a Trancoso,vale a pena visitar a Praia do Outeiro, coladinha ao condomínio Outeiro das Brisas, a Praia do Espelho, Curuípe, Ponta do Corumbau e Taípe.

Caraíva

Caraíva é uma pequena península, que muitos confundem com uma ilha, de nativos e pescadores, que fica ao lado da badalada Praia do Espelho, depois de Trancoso (para quem vem de Porto Seguro).

A visão é paradisíaca. Quem vê Caraíva pela primeira vez, tem a impressão de estar em um cenário de filmes sobre ilhas e naufrágios, no Oceano Pacífico. No entanto, o Oceano Atlântico garante praias maravilhosas e até uma pororoca, ao encontrar-se com as águas do Caraíva.

O distrito está dentro do Parque Nacional do Monte Pascoal, é área de preservação ecológica e está tombado pelo Patrimônio Histórico. Os carros e ônibus que levam o turista até lá, ficam na margem do rio, e apenas as pessoas atravessam até a vila, o que garante a ausência de veículos pelas ruas e a calma total.

Apesar de não possuir muita estrutura e, sequer, energia elétrica, Caraíva conta com boas pousadas (algumas usam energia solar) e merece ser visitada. Além das praias, a vila oferece passeios de barco pelo Rio Caraíva, de lancha para mergulho em alto mar e cavalgadas pela aldeia dos índios Pataxós. A cidadela é um recanto de sossego e, à noite, o céu adquire um brilho inefável.

Quem procura agito, também será satisfeito por lá. Acontece no verão ou na segunda quinzena de julho, quando jovens e gringos aportam na vila. Mas, nem pense em axé. Caraíva é mais um lugar a prezar com força a tradição do forró pé-de-serra. Trios animam os arrasta-pés, noite afora. Cantando e bailando juntos, moradores e turistas só vão pra cama com o sol raiando.

Para chegar em Caraíva, a melhor opção é descer no aeroporto de Porto Seguro, alugar um carro e atravessar a balsa para o Arraial D´Ajuda. Deste ponto, no centro do Arraial, é só seguir a estrada que leva para Trancoso, com cerca de 36km de asfalto, e depois entrar num trevo único, no sentido Caraíva, Praia do Espelho, Outeiro das Brisas. A partir daí, são 25km na estrada de terra, em boas condições. Um lugar pitoresco, por onde você irá passar, é o Vale dos Búfalos.

Cumuruxatiba

Vale a pena esticar até Cumuruxatiba, lugarejo que normalmente fica fora deste roteiro.  Mas, é um dos destinos mais encantadores da Costa das Baleias. Suas praias, boa parte emoldurada por falésias e coqueirais e entrecortadas por riozinhos, são praticamente desertas o ano todo, garantindo sossego e tranqüilidade. O cenário só muda um pouco, na faixa de areia que batiza o arraial, cercada por amendoeiras, parcéis perfeitos para um mergulho, algumas barracas e as ruínas de um antigo píer de madeira.

Caminhar na maré baixa é a melhor maneira de explorar Cumuru, como os íntimos chamam a vila. Mas, para conhecer uma das praias mais bonitas da região, a Barra do Caí, a melhor pedida é encarar a estradinha de terra, em cima de uma bike ou dentro de um carro. São 18km  de distância e dá para ir andando, mas corre-se o risco da água subir, na hora de voltar para o centrinho.

Outros passeios exigem um barco. É o caso da visita a Corumbau, um dos vilarejos mais desertos do sul da Bahia, com piscinas naturais e programa imperdível para quem está em Cumuru. Embarcações também são fundamentais, para quem pretende mergulhar de garrafa no Arquipélago de Abrolhos, considerado um dos melhores pontos do país para a prática do esporte, repleto de corais, esponjas, peixes coloridos e tartarugas. Quem visitar a região, entre julho e outubro, ganha um up-grade - no período, as baleias-jubarte costumam dar o ar da graça na região, e podem ser observadas bem de pertinho. 
Apesar da paisagem rústica, Cumuruxatiba oferece bons restaurantes de frutos do mar e confortáveis pousadas - a maioria está na agradável praia do Rio do Peixe, a meia hora de caminhada do centro da vila

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