Para conhecer melhor a chamada esquina do mundo, vamos então pegar um de seus símbolos, o prédio do Empire States. Comece aí sua viagem.

Ele fica na Quinta Avenida, a artéria principal da cidade e a avenida mais famosa do planeta. Foi inaugurado em 1931, após uma construção em tempo recorde de 14 meses. São 102 andares, onde milhões de turistas e casais famosos de filmes, como Tom Hanks e Meg Ryan, em Sintonia de Amor, foram ao topo e sentiram o quanto a cidade é envolvente.

Como testemunha, a Estátua da Liberdade, quando se olha para o norte. De lá, entende-se que estamos em uma ilha: a Ilha de Manhattan que, em terra firme, tem bairros como o Brooklyn e o Queens.

Manhattan foi comprada pelo holandês Peter Minuit, por vinte e poucos dólares dos índios algonquins, em 1626. E os holandeses fizeram a farra na cidade, trazendo muita gente, incentivando o mercado portuário e tornando a chamada “Nova Amsterdam” em um pedaço sui generis da nação americana que nascia.

Holandês por si, é um povo moderno, e isso ajudou muito no espírito desenvolvimentista da cidade. Aí, vieram as grandes fortunas americanas para agregar poder e prosperidade.

Pois bem, quando o Empire States foi inaugurado, a cidade era habitada por poucos descendentes de holandeses e virava território de milhares de imigrantes e seus descendentes, como judeus, italianos, chineses e latinos, além de milhares de americanos que chegaram pelo sonho de vencer.

Era o auge da depressão, o pior momento econômico do país e da lei-seca, onde a máfia vendia bebida alcoólica por baixo dos panos.

O Empire States era o prédio mais alto do mundo. Título que caiu em 1972, com o advento do World Trade Center. E todo construtor de Manhattan queria ter para si esse mérito.

Por isso, o termo arranha-céu passou a designar os grandes edifícios, numa era em que os construtores queriam vencer essa gincana. E a visão da cidade e, em especial, de cima do Empire State é justamente essa: uma ilha que mostra a vontade do homem de chegar ao céu, ao topo de sua mais alta viagem.

Ninguém na época chegou na altura do Empire States, e na beleza de suas formas art deco, estilo de arquitetura e de arte que valoriza a geometria em qualquer detalhe, quando foi inaugurado.

Hoje o art deco está na moda, até nas roupas. E boa parte dos prédios e detalhes das ruas novaiorquinas segue essa tendência.

Nessa época, um dos lugares que ainda fervilhavam era o bar do Hotel Algonquim (lembra dos índios?), onde se encontra a elite cultural e mundana da cidade, comandada pela escritora Dorothy Parker.

Décadas depois, veio a discoteca Studio 54, onde astros como Michael Jackson, Mick Jagger e Stallone se divertiam entre travestis, outros famosos, gente bonita anônima e (de novo) príncipes entre sexo, drogas e disco music.

E a noite, em qualquer lugar do mundo, ganhou assim sua fórmula mais perfeita, direto da capital da vida noturna. No meio de toda essa história, o dinheiro encontrou na ilha seu porto mais rentoso. Alguns dos maiores negócios do planeta são fechados em Nova Iorque.

A cultura acompanhou a maré, a ponto de causar mau humor na pomposa Paris. Museus importantes, o ruidoso circuito teatral da Broadway e boa parte dos filmes de Hollywood, têm NY como endereço.

Para toda essa parafernália, e com tanta gente diferente fazendo tanta coisa diferente, só mesmo Nova Iorque para se achar e comprar o que se imaginar, e também comer de simples sanduíches, como um cachorro quente ou um kebab (de origem turca), até um dos hambúrgueres mais caros do mundo, por 69 dólares, obra do chef francês Daniel Boulod, em seu Restaurante DB Bistrô.

Esses contrastes fazem de Nova Iorque um lugar apaixonante, onde todo mundo, como vimos, se diverte e tem algo para contar ou fazer.

Hora de descobrir por que se diz com satisfação, uma frase que ficará para sempre: I Love New York.

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