Quando chega a noite, o trânsito fica impraticável. Mas, com um glamour, há mais: dezenas de limousines tomam conta das ruas. Vão para onde? Tanto para festas e coquetéis como sessões de teatro, ou um happy hour regado a ostras, nos bares dos hotéis.

A noite novaiorquina é de um colorido ímpar, pois tudo entra na dança. Dos fast foods, como o Wendys, com seu famoso burguer quadrado, ao drinque no bar do exclusivíssimo Hotel The Pierre.

Os hotéis em Nova Iorque entram na badalação. Os habitantes usam seus restaurantes e seus bares. Ou até suas piscinas, como acontece com a do Grand SoHo Hotel, um verdadeiro clube de gente descolada e que não está hospedada no lugar.

Além da happy hour, um programa tipicamente novaiorquino é o jantar antes ou pós-teatro. E, quando se fala em teatro,  fala-se em Broadway. A Broadway tem uma filha bem rebelde: é a off-Broadway, termo que designa os espetáculos que fogem da linha musical, possuem temáticas mais complexas e a vanguarda como base.

Um típico produto off, e que fez sucesso até no Brasil, é o Blue Men, performáticos atores de rosto azul que fazem absurdos sonoros e de cenografia no palco.

Quanto aos musicais, a cada mês surgem versões de filmes de sucesso. Quem diria que a comédia Legalmente Loira acabaria na Broadway? Pois também está.

Esse mundo fervilhante, em torno das dezenas de palcos e em teatros de bela arquitetura, concentra-se no Times Square, com seus anúncios luminosos, que dá vontade de se sentir um Fred Staire ou uma Gingers Rogers, e começar a sapatear em plena rua. Mas, cuidado com as limousines na rua!

Antes ou depois do teatro, jantar em Nova Iorque requer reserva. E há restaurantes em que uma reserva deve ser feita meses antes, graças à procura por estar na moda ou mesmo, com os mais antigos, pela notoriedade de seus chefs. O Per Se é um dos atuais concorridos.

E não se esqueça que vale perguntar se o lugar requer paletó. O decano Lê Cirque – verdadeira instituição gourmet e social da cidade – deixa até alguns de prontidão, para os desavisados.

Um restaurante peculiar, no momento, é o Waverly Inn. Ele não tem nem telefone para reservas, por um único motivo: é o mais exclusivo da cidade. Criado por um editor da Revista Vanity Fair (uma Caras versão superluxo), o restaurante recebe numa mesma noite, no mínimo, 20 hollywoodianos, mais quatro xeiques, duas top models e 12 importantes nomes do empresariado americano.

Conseguir uma mesa no Waverly, é o caminho das estrelas. Um pouco mais fácil, o japonês Nobu 57é outra sala de visitas das celebridades. “Todo mundo acaba lá”, diz a top Michelle Alves, com o endosso de Gisele Bündchen.

A Nova Iorque gastronômica é numerosa e o entra e sai de endereços, assim como as considerações de bons profissionais, muda muito.

Outras estrelas do momento: Alto, Falai, La Esquiña e o
Stanton Social.

Se a intenção é sair para dançar, prepara-se! Comece escolhendo ritmo e sua tribo. Que tal um show de jazz no Blue Note, uma das casas do gênero mais celebradas do mundo.

Você quer badalação? Tente ir a points como o Bungalow 8 ou o Socialista. É do tipo Paris Hilton e companhia. Gays dançam no Crobar e no Roxy. Música eletrôncia, assim como em Ibiza, São Paulo e até Búzios, é na mega Pacha. Um lugar charmoso: o Cielo. Um famoso pelos bons DJs, tente o Shelter.

Para muito paquera, sem frescura, tente o Webster Hall, num teatro de 1880 com várias pistas, garotos sarados e garotas sensualíssimas. Ou mesmo clubes latinos, como o Copacabana, onde usa-se roupa de baile – eles de paletó ou camisa, e elas de vestido.

Nova Iorque é uma festa. E ela é toda sua.

 



 

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