Como foi dito no começo do texto, turismo em Nova Iorque é, antes de tudo, turismo urbano, de cidade. Em comparação com outras grandes cidades, como Londres, Paris, Barcelona ou até a “nossa” Rio de Janeiro, com edificações do século XVII, Nova Iorque tem uma história mais recente.
E a vida cultural, em qualquer metrópole, vira vedete. Do clássico ao novo, Nova Iorque arrasa! Quem não se importa com arte, vai passar a ter um olhar mais esperto, ao visitar seu grande orgulho: o Metropolitan Museum.
Ande por uma pirâmide egípcia, e depois vá direto ao setor dos impressionistas, os artistas que mudaram a pintura a partir do final do século XIX, devido ao advento da fotografia. Veja por que a arte passou a enxergar com outros olhos nossa realidade.
Aos poucos, vá cedendo as pinceladas fortes e vibrantes da arte moderna pelo museu – pomposo, belo e com bom restaurante em pleno Central Park.
Não muito longe, andando pela East Central Park, está o Museu Gughenhein, em forma de espiral. No mínimo, curioso. Também na região de Upper East, o Whitney Museum tem vanguarda e ótimas exposições de fotógrafos consagrados.
Já no lado oeste, o Museu de Arte Moderna, o MoMA, tem o principal acervo do moderno e contemporâneo, em seu prédio recém-formado. Obras de brasileiros, como irmãos Campana, Hélio Oiticica e do contemporâneo Vik Muniz, estão no acervo.
O restaurante do MoMA, o The Modern, é um dos hits para as refeições dos novaiorquinos bacanas. Um museu delicioso é o do Rádio e TV, pertíssimo do MoMA. Você pode passar horas assistindo a qualquer atração que a tevê americana colocou no ar, em toda sua história.
Em Upper West, vale o Lincoln Center – principal palco da música erudita nos EUA. Uma espécie de Teatro Municipal, mas de arquitetura contemporânea.
Além da frenética região da Broadway, também na ala oeste estão alguns dos principais recantos da música, como o Carneggie Hall, o Radio City e o Madison Square Garden que, se não têm um show à la Britney Spears, têm uma final de boxe ou de basquete.
O Museu de História Natural, no Central Park West, é imprescindível para se levar as crianças. O Museu da Imigração também é um ótimo passeio. Aliás, para se chegar ao museu e sua notória vizinha, vai-se em balsas.
A vizinha? Ela, a imponente e imensa Estátua da Liberdade, com seus 57 metros, presente dos franceses aos americanos pelo cem anos da proclamação da Independência, em 1876.
Mas, seja culto, rapper, criança, senhor e celebridade, todos se encontram no Central Park – sem dúvida, um dos grandes prazeres da cidade.
Em meio à área mais nobre da cidade, o grande parque de 3,4 km² tem uma manutenção de tirar o chapéu, aliado a esculturas, bustos e lugares especiais, como o Boathouse, com um lago e pedalinhos, e o Belvedere Castle, com sua bela fonte, tão presente nos filmes.
Ou um zoológico, que dá para ver os bichos de pertinho, o momumento a John Lenon (morto ali, em frente a seu prédio, o Dakota), as quadras de tênis, a escultura de Alice no País das Maravilhas, o teatro onde se encena Shakespeare no verão e o já citado Metropolitan Museum.
Outro delicioso passeio são os piers. O 117 tem vista para o Brooklyn e as crianças amam, assim como as docas que dão vista para New Jersey, com inúmeras atrações e esportes. Fora de Manhattan, no Brooklyn, o parque de diversões Coney Island é prazer para toda a família à moda antiga, mas com muito charme.
E, como toda grande cidade, o simples ato de andar e conhecer sua gente, seu ritmo de vida e seus cenários mais típicos, vale a viagem. Imagine essa sensação em Nova Iorque?
Experimente andar pelo ápice da Quinta Avenida, com suas big lojas de até seis andares, turistas de todo o mundo, carros buzinando, a fumaça que levantou o vestido de Marylin Monroe saindo da calefação da calçada e novaiorquinos elegantes ou alternativos, andando apressados.
Ou a Rua Bowery, em East Village, com seus tipos roqueiros. Ou passar a tarde de sábado andando pelo SoHo, onde estilo não falta. Se quer casualidade, coloque um moleton e vá jogar basquete, naquelas quadras públicas.
Bateu uma fominha? Entre nas chamadas delis, como se fosse ao bar mais próximo tomar um café, e se delicie com sanduíches de pão bagel com pastrami, cream chesse ou doces, como um autêntico cheesecake.
Plana e com a facilidade da equação, ruas e avenidas numeradas, a satisfação em Nova Iorque é dobrada.