Caminhar pelas ruas da capital argentina é um convite à apreciação da cultura e da liberação dos sentidos, seja visitando os cafés ou inebriando-se com um tango .
Buenos Aires impressiona por seu ar europeu e vale a pena explorá-la, em todos os seus recantos. Para lá do charme inequívoco de seus monumentos, igrejas, museus, galerias de arte e teatros, e do encanto sempre presente do tango, sua vocação para o turismo torna-a uma cidade enérgica e sedutora.
A capital da República Federativa da Argentina se estende ao longo do Rio de La Plata, e é formada por pequenas localidades, capazes de agradar a todos: do amante de livrarias ou das sempre presentes docas, aos apaixonados por cafés. O rio faz parte da alma do portenho e os processos de revitalização do Puerto Madero e do Riachuelo são prova disso. Boa parte dessas margens é ocupada por grandes parques, que convidam para longos e agradáveis passeios. Com clima ameno, girando em torno dos 18ºC o ano todo, a sensação é mesmo de estar em um país da Europa.
Nos bairros tradicionais, como La Boca e San Telmo, encontram-se as marcas dos imigrantes italianos e espanhóis. Por outro lado, a modernidade da cidade salta aos olhos nas áreas da Recoleta, Palermo e Puerto Madero. Neste último, à margem do Rio da Prata, concentram-se os melhores restaurantes portenhos. É o lugar certo para se cometer uma das melhores experiências gastronômicas da vida: provar uma parrillada, o típico churrasco argentino, regada a um bom tinto nacional.
O centro político, econômico e cultural do país é fortalecido pelas características de cada bairro. Isso lhe dá um caráter pessoal e, em vez de dividir a cidade, acabou forjando uma espécie de espaço de convivência na diversidade. Com mais de 13 milhões de habitantes, grande parte deles migrados do norte do país, há um só sentimento: a do cidadão portenho.
E a tradução para esse cidadão portenho é o tango, a dança e ritmo mais representativos de Buenos Aires. Com mais de um século de idade, o tango, mistura de ritmos comuns aos subúrbios da cidade e associado a cabarés e bordéis, teve em Carlos Gardel, francês por nascimento e argentino na alma, sua maior legenda. Foi ele quem trouxe o tango, que era proibido em Buenos Aires desde 1806, dos arrabaldes suspeitos para o palco do Teatro Colón.
De lá se bandeou para Paris, Nova Iorque e muitas outras capitais do mundo, sempre atraindo multidões, principalmente quando se apresentava na América Latina. Sua participação em filmes produzidos em Hollywood contribuiu também para a popularização do tango e, de quebra, por su Buenos Aires querido.
Há inúmeras casas de tango espalhadas pela cidade. Muito interessante, em Buenos Aires, é visitar uma Milonga, um salão enorme onde se dança o tango todos os dias, em diversos horários. Muitos desses locais também dão aulas de tango e até fornecem refeições. Para quem quer estar em forma, vale a pena aventurar-se na dança do arroubo e da paixão.
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