*Antes de começar a gravar no Rio de Janeiro, a novela teve locações internacionais diferentes, como Israel, Jordânia e França. “O público brasileiro está acostumado a conhecer lugares do mundo, através das novelas. Faz parte do charme da nossa dramaturgia”, disse o diretor Jayme Monjardim.

*As dificuldades para gravar fora do país não formam poucas. “Ficamos 46 dias viajando para gravar. Não foi moleza! Essa viagem foi ainda mais difícil, porque envolveu três países que têm regras e políticas muito diferentes”, destacou Jayme

*Uma equipe de 27 pessoas da Globo, entre direção, produção e elenco, embarcou com destino ao Oriente Médio. Para dar suporte ao trabalho em Jerusalém, foi contratada uma produtora local, elevando a 55 o número de profissionais envolvidos com as gravações.

*Além das ruas de Jerusalém, o Santo Sepulcro, o Muro das Lamentações, o Mar Morto, a Igreja das Lágrimas e o Monte das Oliveiras foram algumas das locações escolhidas por Jayme Monjardim e o autor Manoel Carlos, para as gravações da novela.

*Na Jordânia, o calor chegava a 45 graus e tudo era feito a pé, devido ao difícil acesso das locações. Em uma das gravações, a equipe subiu quase mil degraus com o equipamento sendo levado por mulas.

*A trilha sonora ainda está em processo de definição. A música de abertura será Sei Lá, de Vinícius de Moraes, numa versão na voz de Miúcha, Tom Jobim e Chico Buarque. Haverá uma música inédita de Roberto Carlos, uma do disco novo de Simone, Milton Nascimento e Bebel Gilberto.

*Alcoolismo é um tema recorrente nas novellas de Maneco. Dessa vez, ele vem em forma de anorexia. “Considero o álcool um dos maiores flagelos sociais, principalmente por ser considerado uma ‘droga lícita’, como se isso fosse possível. É dele que se tira o falso prazer, a falsa alegria, a falsa ideia de que a vida é um passeio. E por isso é tão atraente e, por consequência, perigoso. Por essa razão, me interessei sempre pelo assunto, usando a novela como um alerta, uma advertência, já que atinge milhões de pessoas. Por me interessar pelo tema, tive acesso a estatísticas aterradoras sobre anorexia alcoólica, distúrbio alimentar batizado de ‘drunkorexia’, em que as mulheres substituem a alimentação pelo álcool, para não ganhar peso com a ingestão de bebida”, explicou o autor.

*Outro tema terá destaque: a área médica, batizada de cuidados paliativos, que cuida de doentes em estado grave e terminal.

*Dessa vez, o bairro do Leblon - presente em todas as novelas do autor - vai dividir as atenções com Búzios, um lindo e ensolarado lugar que, ainda que reúna qualidades de grandes centros urbanos (o de polo gastronômico, por exemplo), não perdeu o encanto de uma pequena cidade de férias.

*A produção do desfile que movimentará os primeiros capítulos da novela foi a mais complexa, envolvendo mais de 300 figurantes e cerca de 100 pessoas, entre elenco, direção, figurinistas, cenógrafos e caracterizadores. O cenário levou três dias para ser montado na Orla Bardot, em frente ao píer da Armação de Búzios. Como o conceito do desfile era moda praia, o cenógrafo Gilson Santos criou uma passarela onde as modelos caminhavam sobre a água. Barcos no mar iluminavam a praia, compondo um visual perfeito de luxo e leveza.

*A equipe de figurino, composta por 15 profissionais, precisou de mais de cinco horas para arrumar todo o elenco e figuração para o desfile. Para a caracterização, liderada por Fernando Torquatto, foram sete horas de preparação, antes de começarem as gravações.



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