Sérgio Groismann quer ser pai, aos 59 anos

Por: Marina Forte

Foto: Mayra Dugaich

03/09/2009 | 19:33

A vida de Serginho Groismann não para. O apresentador do Altas Horas, da Globo, que comanda o Brazilian Day, no próximo domingo (6), de Tóquio, onde está atualmente, contabiliza uma série de projetos em andamento. Em conversa com O Fuxico, ele falou da vontade de retornar aos palcos sob a direção de Gerald Thomas e disse que, após assinar o roteiro do documentário de longa-metragem Fiel, já idealiza uma nova história. Porém, confessa que o grande objetivo de sua vida ainda é a paternidade. Ele namora a arquiteta Fernanda Molina.

“Estou em um momento muito bacana da minha vida. Minha carreira vai bem e tenho um grande amor. Ser pai é um sonho que vou realizar, em breve”, conta o apresentador.

Confira a entrevista:

O Fuxico: Todas as vezes que comanda o Brazilian Day em Tóquio, você aproveita a viagem para realizar matérias para o Altas Horas. Fará o mesmo este ano?
Serginho Groismann: Com certeza! Só que, desta vez, ficarei apenas seis dias e terei que correr para realizar todas as matérias que já pautamos. Por sorte, conto sempre com o apoio dos jornalistas brasileiros que trabalham na emissora de tevê IPC.

OF: Que pautas vai produzir?
SG: Vamos a um karaokê autêntico e mostrar onde e como surgiu esse concurso musical. Também quero exibir uma área subterrânea, onde a população se esconde quando há perigo de terremoto. Vamos ainda ao Mercado de Tsukiji, de Tóquio, o maior mercado de peixe do mundo, um verdadeiro polo de atração para os turistas. Neste lugar, há uma grande quantidade de restaurantes especializados em sushi. Tenho uma série de entrevistas, vamos ver se dou conta. Vai ser bem puxado... Mas, vale a pena. O Brazilian Day me proporciona oportunidades e grandes emoções...

OF: Diz isso em relação às histórias de brasileiros que vivem no Japão?
SG: Sim. Costumo andar com uma câmera, para poder captar imagens que me comovem. Ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, esses imigrantes não conseguem se adequar à cultura daquele país. Nas fábricas em que trabalham, usam toucas de cores diferentes para diferenciá-los dos japoneses. Então, esse dia de festa é tão importante para eles. Ao verem seus ídolos, eles choram, cantam, gritam, sentem-se mais próximos do Brasil. A saudade é o pano de fundo desse evento. 

OF: Em julho, você comandou esse evento em Londres. Sentiu a mesma emoção?
SG: Sim. Foram quase 40 mil pessoas reunidas, segurando faixas e usando a camisa da seleção brasileira. A Globo descobriu, através de uma pesquisa, que o índice de goianos na cidade era enorme. Então, levou o Leonardo para lá. Você não imagina o sucesso que ele fez!

OF: Você é muito assediado no exterior?
SG: Um pouco... Como o Altas Horas é exibido aos domingos no Japão, através da Globo Internacional, eu sou o Fausto Silva de lá (risos)... Mas em outros lugares, como Nova York, também sinto o carinho do público. Não tanto quanto os atores. Uma vez, fui caminhar com o Lázaro Ramos na Times Square, e as pessoas gritavam: “Foguinho”! Quase não conseguimos gravar.

OF: Além dos programas de televisão, você também aposta na carreira de ator. Quando volta aos palcos?
SG: Espero que seja logo. Tenho um projeto com o Gerald Thomas, que me dirigiu no espetáculo Brasas no Congelador. Ele é um diretor fantástico. Mas, preciso fechar alguns detalhes e, claro, conciliar minha agenda.

OF: Depois de assinar o roteiro do documentário Fiel, pensa em trabalhar em um novo longa?
SG: Claro! Gostei muito desse trabalho e já estou com muitas ideias... Mas, minha prioridade é a televisão.

OF: Aos 59 anos, a paternidade não está nos seus planos?
SG: Estou em um momento muito bacana da minha vida. Minha carreira vai bem e tenho um grande amor. Ser pai é um sonho que vou realizar, em breve.



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