Kelly Osbourne revela ser viciada em Vicodin, desde os 17 anos

Por: ER

Foto: Reprodução

28/08/2009 | 09:05

A morte de Michael Jackson desencadeou a polêmica sobre o vício em remédios controlados. Agora é a vez de Kelly Osbourne, uma jovem celebridade, confessar ter vivido o drama da dependência em analgésicos fortíssimos.

Kelly Osbourne, 25 anos, está lançando o livro Fierce, onde faz revelações polêmicas de sua vida. A filha de Ozzy Osbourne conta tudo sobre como a dependência do álcool e drogas controladas transformaram sua vida num caos, e fizeram com que ela enfrentasse quatro internações em clínicas de reabilitação, num período de seis anos.

Kelly relata os dias de horror que viveu, por conta de seu vício em drogas controladas, e que chegou a tomar, em um único dia, até 50 pílulas do analgésico Vicodin. Seu estado era tão deplorável, que a jovem ficava semanas sem tomar banho.

Kelly diz ainda que seu vício em comprimidos controlados se desencadeou, quando soube que a mãe, Sharon, foi diagnosticada com câncer no cólon, em 2002. E o vício se agravou, quando o pai se envolveu em um acidente de bicicleta quase fatal, em 2003, e com os problemas de seu irmão Jack.

"Eu tentava de ser forte. Então, tomava Vicodin para esquecer a tristeza terrível que sentia. Acordava com seis Vicondin na minha mão, tomava 50 pílulas por dia. A maioria das pessoas teria uma overdose, com 10"!

O livro relata a vida nada tranquila da família e os problemas com drogas vividos por Ozzy, o patriarca dos Osbourne:

“Meu pai entrou em reabilitação um dia depois do meu nascimento... Aos poucos, entendi que minha vida também seria afetada pelo vício", relembra.

A cantora diz que seu drama começou bem cedo, com o consumo de álcool:

“Fiquei bêbada pela primeira vez em 1998, durante férias no Havaí. Bebi vodca e me senti bem mais fria. Mas, álcool é o menor de meus vícios”.

O analgésico Vicodin apareceu na vida de Kelly após uma cirurgia nas amigdalas: “No mesmo ano, nós mudamos da Inglaterra para Los Angeles, e eu tive que retirar minhas amigdalas fora. O médico me receitou Vicodin, que é tão forte como heroína”.

Quando tomava uma dose minúscula desse remédio, a jovem  se sentia mais descontraída e contente. Foi assim que o vício se desencadeou:

“Eu pensei: gosto do sentimento que esta droga me dá".

Aos 16 anos, num clube de Hollywood, um novo contato com a droga. Um rapaz mais velho a abordou e ofereceu comprimidos.

Após tomar o comprimido, Kelly relembra que ficou mais relaxada, feliz, e conseguia conversar tranquilamente com qualquer pessoa.

"Eu pensei: achei meu remédio mágico! Na manhã seguinte, chamei o rapaz e comprei mais duas ou três pílulas, por aproximadamente 20 dólares".

Deslocada por morar em Los Angeles, Kelly sofria ao ouvir as pessoas comentarem sobre seu sotaque inglês, encarado como bizarro pelos jovens americanos.

“Toda minha segurança desapareceu, mas o Vicodin representava a confiança numa garrafa. O remédio me fez sentir forte”.

Foram mais de 10 anos e várias internações em busca da reabilitação, todas elas sem resultado.

“Fiquei um mês sem tomar banho, nem escovar os dentes. O único contato que eu tinha, era com o entregador de pizza. Não morri por um milagre", relembra.

Em janeiro deste ano, Kelly se internou novamente em uma clínica de reabilitação, em Oregon. Ela diz que, finalmente, sente que está vencendo o vício. Mas, admite que todos os seus dias representam uma nova batalha: "Se penso em recair outra vez, sinto vontade de chorar. Sou realista. Pela primeira vez, eu aprendi minha maior lição: existe uma grande possibilidade de eu ter uma recaída. Reconhecer isso é o que me dá força para continuar lutando”.



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