Glória Perez diz que facção criminosa se ofereceu para matar Guilherme de Pádua

Por: Tatiana Amin

Foto: Divulgação

13/08/2009 | 12:42

Glória Perez, uma das maiores novelistas da tevê brasileira, que habita o imáginário do público com personagens marcantes como o cigano Igor, dona Jura e boi Bandido, tem uma história de vida impressionante. Em conversa com a Revista Trip deste mês, Glória faz revelações surpreendentes.

Após perder o filho, aos 25 anos, com uma síndrome rara, a autora enfrentou um novo choque, ao ter a filha (Daniella) brutalmente assassinada por Guilherme de Pádua e Paula Thomaz.

Tentando controlar a dor que sentia pela ausência da jovem, Glória Perez foi surpreendida por uma carta enviada por uma facção criminosa. Nela, os bandidos prometiam eliminar os assassinos de Daniella, se ela falasse uma palavra específica em qualquer entrevista para a tevê.

“Dor não se compara, mas há uma diferença grande em perder um filho por causas naturais ou porque dois psicopatas decidiram assim”, afirma Glória, mãe também de Rodrigo.

Em vez de ceder à vingança ou à prostração, Glória mergulhou no trabalho, voltando a escrever sozinha a novela dois dias depois do assassinato, e na luta contra a impunidade, iniciando uma campanha que transformou o homicídio em crime hediondo.

Seu ex-marido Luiz Carlos Saupiquet Perez, pai de Daniella, nunca conseguiu sair do luto: morreu de leucemia, dois anos depois da filha.

“Ele não aguentou a dor da morte da Dany. Definhou”.



Shopping