Conforme O Fuxico noticiou no domingo (2), Roberto Cabrini, que comandava o Repórter Record, está de malas prontas para o SBT.
O que pouca gente sabe é que, além da expressiva audiência da atração, que deixa a emissora da Barra Funda (SP) em segundo lugar absoluto, Cabrini já gravou uma série de reportagens no Afeganistão, que passaria a ser exibida na noite desta segunda-feira (3) no Jornal da Record. Isso, para alavancar a audiência da novela Bela, a Feia, que estreia na terça-feira (4). Porém, uma fonte de O Fuxico contou que a alta cúpula da Record avalia a possibilidade de não usar o material hoje.
Procurada pela reportagem de O Fuxico para confirmar a exibição ou não da série - que já tinha chamadas durante a programação e misteriosamente não estão indo mais ao ar - a assessoria da Record não quis comentar o caso. A assessoria também prefere não falar sobre a possível perda do jornalista para a concorrente.
No site do Repórter Record, nada foi alterado ainda e Cabrini continua como âncora da atração, que ontem foi conduzida por Marcos Hummel, após ser chamado às pressas para substituir o jornalista.
Fontes de O Fuxico afirmam que Cabrini tem vasto material gravado para o Repórter Record que, possivelmente, passará por uma reedição, excluindo as aparições do jornalista a apresentação das edições.
Especula-se que Silvio Santos triplicou o salário do jornalista, que na Record ganhava R$ 120 mil mensais, e firmou com Cabrini um compromisso para os próximos quatro anos.
Trajetória
Consagrado como repórter investigativo e um dos principais jornalistas da televisão brasileira, Roberto Cabrini começou a trabalhar aos 16 anos de idade. Em 28 anos de carreira no jornalismo, cobriu seis guerras internacionais (Afeganistão, Iraque, Palestina, Camboja, Caxemira e Haiti), participou de cinco Olimpíadas e cinco Copas do Mundo, foi correspondente por oito anos - quatro deles em Londres e quatro em Nova York -, além de realizar coberturas em mais de 50 países.
Localizou fugitivos da Justiça, que a polícia brasileira não conseguia encontrar, como: Paulo Cesar Farias, em Londres; a fraudadora do INSS, Jorgina Maria de Freitas Fernandes, na Costa Rica, e o diretor do Depósito Público do Rio de Janeiro, que fugiu roubando todos os bens que ali estavam - e foi localizado por Cabrini, em Moçambique.
Sua reportagem que denunciou a venda de crianças no Sri Lanka, em 1998, foi usada como base na atuação da Anistia Internacional, que deflagrou uma campanha contra esse comércio clandestino. Também foi Cabrini quem noticiou, ao vivo, o óbito do piloto Ayrton Senna, em maio de 1994.