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Por: Thiago Rocha Foto: Divulgação 04/08/2009 | 12:05
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Ele começou muito cedo no cenário musical, com o grupo Toca do Coelho. Mais tarde, na fase da adolescência, integrou o grupo Muleke Travesso e, tempos depois, já mais crescido, foi para o grupo de pagode Os Travessos. Em um bate-papo exclusivo com OFuxico, Rodriguinho falou sobre o seu mais recente CD, intitulado Uma História Assim – Volume 2. Na conversa sobre trabalho e carreira, Rodriguinho fez um apanhado de sua vivência no mercado musical, as dificuldades de participar de um grupo e admitiu que só conseguiu fazer sucesso depois de quatro anos longe do grupo Os Travessos. Confira a entrevista, na íntegra: O Fuxico: Por que a troca de gravadora? OF: Onde foi gravado o show? Há quanto tempo você trabalha nesse projeto? OF: Muitos falam sobre os prós e contras de músicas na internet. Você acha válida a rede mundial de computadores? OF: Ficou mais difícil para os músicos gravarem anualmente um novo trabalho, por causa da pirataria? OF: Você consegue enxergar alguma possibilidade de o mercado musical alcançar, novamente, as marcas anteriores de 1 milhão de cópias? OF: Você faz um estilo de música diferente dos demais companheiros do samba, com uma mescla de black. Como você teve esta ideia e qual foi o primeiro sucesso com essa nova roupagem musical? OF: Depois de passar por três grupos diferentes, você decidiu encarar a carreira solo. Qual a maior dificuldade pra um artista, na hora de alçar voo solo? OF: É muito complicado fazer parte de um grupo musical pela possível falta de autonomia? OF: Esse é o seu terceiro trabalho solo. Você acha que essa terceira experiência o amadureceu em algo? OF: Alguma novidade para o próximo trabalho? OF: Você tem uma ONG. Como teve a ideia de fundá-la? OF: Você acha que o artista também deve se preocupar com esse lado assistencial? OF: Você tem sonhos?
Rodriguinho: Tenho minha gravadora, a F-Unit. Mas, a distribuição da minha gravadora não foi suficiente e acredito que, se tivesse uma gravadora multinacional, seria muito melhor. Já tinha conversado com a EMI em outra ocasião, e ficamos acertados que nos falaríamos. Eles se interessaram pelo trabalho.
R: Gravamos o show no Rio, no Via Show, e trabalhamos um ano nessa gravação, que foi muito grande. O vídeo teve três meses de filmagem.
R: Nesse caso foi válido, porque foi feita uma parceria da EMI com o YouTube, em Londres. Essa parceria gera os direitos autorais. É como se fosse uma rádio, tevê. Eles tratam o YouTube como um veículo de divulgação. Sou o primeiro artista nacional da EMI fruto dessa parceria. Achei demais!
R: Ficou mais difícil sim, porém é necessário. Não tem como não fazer. Hoje, as gravadoras contam com os empresários dos artistas, o que possibilita sempre agregar o casting. Esse lance do YouTube vai ajudar muito, porque os direitos voltam pra gravadora e a gravadora reinveste no artista.
R: Olha, hoje em dia a única possibilidade é ser um fenômeno. A pirataria sempre cresce mais. Seria hipocrisia dizer que a pirataria não tem nenhuma vantagem. A vantagem que tem a pirataria é muito menor do que a desvantagem. Mas, você faz os shows e isso obriga a se fazer uma nova forma de venda, que é via web, nos shows. E um novo mercado se cria e os artistas têm que se sacudir pra isso.
R: Não foi algo forçado. Gosto e ouço black. Quando sentava pra compor, compunha em black e trazíamos pro samba. O primeiro sucesso foi Livre Pra Voar, que estourou na voz do Exaltasamba e eu também gravei.
R: A maior dificuldade é você se deparar com o desconhecido. Sempre trabalhei em gravadoras grandes e nunca imaginei qual era o trâmite para fazer uma música tocar. Você, quando divulga o seu trabalho, é mais complicado, porque qualquer rejeição o atinge diretamente. Senti muito isso e me fortaleceu. Demorei quatro anos pra estourar, depois que saí do grupo Os Travessos.
R: É bastante complicado, sim. Cada um tem uma cabeça, cada um pensa de uma forma e, dificilmente, você vai agradar a todos. Nunca consegui fazer um trabalho como compositor, nos Travessos. O ego fala mais alto, quando você está em um grupo.
R: Eu alcancei a maturidade com esse trabalho. No primeiro, estava meio perdido, me permiti ser guiado por produtores e gravadora. No segundo, já fiz uma tentativa do que eu pensava pra minha carreira e no terceiro, foi algo convicto.
R: No meu segmento consegui imprimir outro estilo de um DVD com filme, que faz as pessoas prestarem atenção na letra de outra forma. Penso em mudar a sonoridade do meu trabalho.
R: A ideia foi da minha mãe, que sempre tentou estimular as minhas fãs para que se sentissem úteis na minha carreira. Ela faz contato com as fãs das cidades que vou me apresentar, e sempre fazemos um trabalho conjunto, com distribuição de alimentos, brinquedos e itens que alguma instituição realmente necessite. As fãs se sentem mais responsáveis pela minha carreira.
R: Acho que o lado social é indispensável para qualquer pessoa. Não sou a favor da divulgação disso; é algo alternativo. Quem faz, não precisa falar. Acho que todo artista tem que ter este lado. O Thiaguinho do Exalta me ajuda muito, e nossos fãs-clubes são quase unificados.
R: Tenho e 70% deles já foram alcançados. Minha vontade ainda é conhecer o mundo inteiro e poder conhecer os lugares viajando, mesmo que não tenha muita gente.



