A TV Gazeta prepara, para esta segunda-feira (13), sua mais nova aposta em programação: o matutino Manhã Gazeta.
O programa, que terá mais de quatro horas de duração, será conduzido sequencialmente por Claudete Troiano (das 9h às 11h) e Ione Borges (das 11h10 às 13h10), unindo os três alicerces principais da grade de programação da emissora: variedades, jornalismo e esporte.
Para descobrir os detalhes do programa, O Fuxico conversou com Claudete Troiano que, mais uma vez, apresentará um programa na emissora que a projetou ao cenário artístico.
A última passagem de Claudete na tevê foi no SBT, com o nem tão bem sucedido Olha Você. Na entrevista, Claudete abre o jogo e revela que não se arrepende de ter ido para a emissora de Silvio Santos. Ela ainda desmente a suposta briga com a modelo Ellen Jabour, sua ex-companheira na atração.
O Fuxico: Como será o seu novo programa?
Claudete Troiano: Nesta segunda-feira, estreamos um projeto chamado Manhã Gazeta. Quando fizemos o Mulheres, naquela época não existia programa apresentado por duas pessoas. Depois veio o TV Mulher, e tudo foi seguindo basicamente a mesma fórmula. A TV Gazeta vai inovar, trazendo um conceito diferente de programa onde, no mesmo cenário, além das duas apresentadoras (Ione Borges e Claudete Troiano), vários quadros serão desenvolvidos junto do jornalismo e da equipe de esportes.
OF: Algum piloto já foi feito?
CT: Vamos passar o cenário neste domingo. O piloto não foi necessário, porque já estamos há muitos anos fazendo esse tipo de programa.
OF: E como é retornar à TV Gazeta, depois de tanto tempo?
CT: Esta é minha quinta passagem pela emissora. Volto após nove anos. Fiz até programa infantil na TV Gazeta. Estou reencontrando pessoas que trabalham lá há 30 anos ou mais. É uma casa que me deixa à vontade e isso facilita meu trabalho.
OF: A sua última passagem na tevê foi pelo SBT, apresentando o Olha Você. Na sua concepção, o projeto deu certo?
CT: Lógico que não, o projeto não deu certo. Tanto é que acabou. Pra mim deu muito certo, porque eu sempre tive um desejo de trabalhar no SBT. Brincava com amigos próximos que gostaria de ir pra lá. Lamento não ter dado certo, rescindi o contrato de forma amigável com o Leon Abravanel e o Silvio Santos, que até sugeriram a renovação do meu compromisso, mas não tinha nada programado para eu voltar ao ar a curto prazo. Fui super bem tratada lá, tudo no SBT é lindo. Foi uma pena não ter tido a oportunidade de realizar algo que dependesse só de mim.
OF: Programa com mais de um apresentador não fica complicado de administrar?
CT: Não, desde que se tenha um tempo de adaptação. No Hoje em Dia, quem segurava o programa era o Britto, e depois as pessoas iam entrando. Nós fizemos dois pilotos e fomos pro ar. Não nos conhecíamos. Foi uma confusão. Não sei se foi falta de percepção da direção do programa. Às vezes acontece, né? Você tem a melhor das intenções e o inferno está cheio de bem intencionados. Não me arrependo nenhum pingo de ter ido pra lá!
OF: Uma das causas atribuídas do fracasso da atração foi a sua dificuldade de relacionamento com a Ellen Jabour...
CT: A Ellen mesmo, em entrevistas, disse que aprendeu coisas comigo. Sinto saudade dela, batíamos altos papos e nunca brigamos. Eu aprendi e ensinei muitas coisas para ela. Fizemos muitas trocas de experiências. O Alexandre Bacci é ótimo, extremamente calmo, e o Francesco Tarallo eu já conhecia.
OF: No seu programa novo, o que podemos esperar?
CT: Como viajei muito pela Record e pela Band, na Gazeta quero mostrar as belezas do Estado de São Paulo. Minha intenção é mostrar o turismo, a gastronomia. Sentia falta deste contato com o público. É tão bom receber o carinho de perto, mas só é um pouco complicado gravar, pelo assédio. Acho importante ter esse tipo de contato, creio que é fundamental.
OF: Como será o programa de estreia?
CT: Vamos exibir algumas matérias de Monte Sião e exibiremos novos quadros, aos poucos. Será um programa autenticamente feminino.