Um executivo da empresa promotora dos 50 shows que Michael Jackson faria em Londres, a AEG Live, disse à imprensa que o seguro feito para a turnê não cobriria as perdas com o cancelamento dos shows, se o popstar tivesse morrido de causas naturais. Mas, incluía a morte por overdose de drogas e, portanto, a empresa não terá danos.
Randy Phillips disse que a AEG Live pagou US$17,5 milhões pelo seguro, junto à Lloyd’s of London.
Além disso, a empresa já havia gasto de US$ 25 a US$30 milhões com adiantamentos para Jackson, com a produção dos 50 shows na O2 Arena, pagamento dos empregados do cantor ao aluguel da mansão Holmby Hills onde ele estava morando.
Segundo Phillips, 40 a 50% das pessoas que compraram os ingressos para verem as apresentações de Michael decidiram ficar com o bilhete como recordação, ao invés de pedir o dinheiro de volta, o que vai ajudar a empresa a honrar suas dívidas.
A venda de ingressos arrecadou cerca de US$ 85 milhões. A AEG oferece o dinheiro de volta, para todos aqueles que quiserem devolver seus bilhetes.
Mais dinheiro poderá ser levantado, com a venda dos vídeos dos ensaios e de um projeto que Michael vinha desenvolvendo antes de sua morte.
“Para seu conhecimento, esta grande empresa para a qual eu trabalho, não está falindo, não está saindo do mercado nem está com problemas. Estou com o coração partido, mas a empresa está bem”.
Phillips disse ainda que não há necessidade de recorrer ao patrimônio de Jackson, para cobrir custos.