Por: Marina Forte

13/05/2009 | 12:41

Um ano após se separar de Pelé, Assíria Seixas garante que o Rei é página virada em sua vida. O drama pessoal da cantora gospel serviu de pano de fundo no disco Novo Tempo, que será lançado, no próximo domingo (17), simultaneamente no Brasil, Europa e Estados Unidos, pela gravadora inglesa Kingsway, que traz versões em português, inglês e espanhol.

Em entrevista a O Fuxico, Assíria conta que se emocionou, ao gravar com seis crianças indígenas, e desabafa:

“Quero conhecer quem é verdadeiramente amiga de seu ex-marido. Nossa relação é civilizada, nos respeitamos e pronto”.

O Fuxico: O título de seu novo CD Novo Tempo está relacionado à sua vida atual, após a separação do Pelé?
Assíria Seixas: “Sim. Esse trabalho marca um novo tempo em minha vida. Ele mostra às pessoas que estou reescrevendo minha história e sou muito mais feliz. Deixei meu passado para trás e Deus me deu muito mais do que imaginei.

OF: Foi difícil superar o final do seu casamento?
AS: Muito. Não só para mim, mas também para meus filhos, que demoraram a aceitar essa realidade. Não perdi o rumo, por permitir que Deus conduzisse minha vida. Estou reescrevendo minha história e sou muito mais feliz. Inclusive, emocionalmente.

OF: O que mais pesou nessa mudança?
AS: Construí uma vida ao lado dele, tinha projetos, sonhos. Além disso, toda mulher tem identidade associada à do marido. De repente, eu não era mais a mulher do Edson Arantes do Nascimento. Dexei o sobrenome e mudei completamente a minha vida, assumi sozinha a casa, os filhos e desafios maiores. Mas, superei todas as dificuldades e vivo um momento ótimo.

OF: Pensa em reconstruir sua vida ao lado de outra pessoa?
AS: Por enquanto, isso nem passa pela minha cabeça. Passei por dois casamentos, saí ferida, carente e agora me sinto feliz sozinha. Preciso ter sabedoria para continuar me reconstruindo.

OF: Você se tornou amiga do Pelé?
AS: Quero conhecer quem é verdadeiramente amiga de seu ex-marido. Nossa relação é civilizada, nos respeitamos e pronto. Estamos bem assim. Cada um seguiu seu caminho. Minha preocupação é o lançamento do meu novo CD.

OF: Você encomendou a música de trabalho, título do disco?
AS: Não. Foi uma feliz coincidência, pois diz exatamente o que sinto. Essa música foi baseada no versículo de Jeremias, que diz para seguirmos em frente e não olharmos para trás.

OF: Novo Tempo conta com participações de crianças indígenas. Como surgiu a ideia?
AS: Há seis anos, o dono da gravadora Kingsway fez turismo na Amazônia e resolveu construir escolas na região, mesmo sem a ajuda do governo. Então, me convidou para ser madrinha do projeto, que ensina música para as crianças das aldeias. Quando notei o potencial fantástico delas, resolvi convidá-las a participar do meu disco e de um clipe que, em breve, disponibilizarei no meu site (www.cdnovotempo.com.br). Eu me emociono a cada vez que assisto.

OF: Eles participarão dos shows?
AS: Apenas no período de 17 a 24 de maio, quando faremos programas de tevê. Depois, me apresentarei sozinha. Em 1º de junho, participarei de um festival gospel em Israel e, em seguida, farei a divulgação do CD nos EUA, Inglaterra e em alguns países da América Latina. Em breve



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