A ex-chacrete, que está prestes a completar 55 anos, resolveu abrir o coração para promover o documentário Rita Cadillac, a Lady do Povo, que estreia nos cinemas no dia 8 de maio. Em entrevista para a Revista Quem, ela falou de temas espinhosos e fez revelações surpreendentes, como a de que, aos 15 anos, foi estuprada por seu primeiro marido. Confira alguns trechos:
“A Cadillac é uma personagem. A de verdade é a Rita de Cássia Coutinho. Essa não é gostosona. Ela cuida da casa e passeia com as filhas (as poodles Angel e Naomi)".
"Não conheci meu pai, que morreu quando eu tinha 13 dias. Depois disso, minha mãe me abandonou. Fui criada pela avó paterna, uma mulher forte, honesta. Era revolucionária e vivia sendo presa. Ela me colocou num colégio interno. O sonho dela era que eu me casasse virgem. (...) E eu não queria fazer sexo com o meu primeiro marido (César Coutinho, com quem ela casou virgem, aos 15 anos). Só fui para a cama com ele uma semana depois. Ele me deixou bêbada e me estuprou. E já fiquei grávida, de primeira. Com três meses de gravidez, descobri coisas horríveis: uma madrinha de nosso casamento era amante dele".
“Foi horrível (a separação). Sem a minha avó, sem saber fazer nada. E tinha que sustentar o Carlos César (seu filho, que era pequeno). Fiz programas... Imagina uma menina de 17 anos, que se casou virgem e vinha de um casamento com estupro, tendo que fazer programas com pessoas que você nunca viu na frente? Eu sentia que estava me matando".
“Não durou nem um ano (o casamento). Decidi deixar o Carlos para o pai criar, até que eu conseguisse me reestruturar. (...) Foi em Porto Rico (que ela conheceu Pelé). Foi uma affair de uma semana. Ele era um cavalheiro, cheiroso, maravilhoso. Isso foi em 1973, ele estava no Cosmos"...
“A primeira cena (do filme pornô) foi gravada no dia 7 de maio, há cinco anos. Era Dia das Mães. Almocei com Carlos César e fui gravar...Voltei para casa e passei horas debaixo do chuveiro. Me esfregava, me sentia suja, chorava muito. Quando saiu a notícia, uma senhorinha veio e me disse: ‘Parabéns pela sua coragem. Não fica assim, levanta a cabeça'!".