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Por: Aline Cebalos Foto: Ag. Aphotos 15/04/2009 | 16:38
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Daniel Alvim está em alta. Nos últimos meses, o ator, que começou a carreira nos palcos, tem vivido grandes experiências no cenário artístico e mostrado todo o seu talento. Como é o caso de Renan, seu primeiro vilão na tevê, em Revelação, do SBT. E Daniel mandou tão bem, que já foi escalado para mais um trabalho na emissora. E que trabalho! Desta vez, ele será o protagonista em A Ilha do Profeta, a nova trama de Íris Abravanel. E vale dizer que é a estreia do rapaz como o papel principal, também. E como se não bastasse, o ator dá as caras no cinema. Em seu primeiro longa, Daniel contracenou com Rodrigo Santoro e Selton Mello. É, ele não é fraco, não! Durante uma conversa com a reportagem de O Fuxico, Daniel falou sobre esta fase, de novos desafios e o reconhecimento profissional. O Fuxico - Em Revelação, você fez seu primeiro vilão e agora, em A Ilha do Profeta, fará seu primeiro protagonista. Considera que o SBT tenha sido o grande trampolim para sua carreira? OF - Está nervoso com a responsabilidade de fazer um protagonista? OF - Como está se preparando para o personagem? OF - Você comentou que seu novo personagem tem uma grande preocupação ambiental, tem estudado algo nesse sentido? OF - Fernando Lee é sua grande inspiração? OF - E na vida real? Você tem essa ligação com a natureza? OF - Você já começou a gravar a novela? Onde serão as gravações? OF - Tem data prevista para a estreia? OF - Daniel, você também acabou de filmar o longa Reis e Ratos, não? OF - Já tinha feito cinema? OF - E como foi trabalhar ao lado de grandes feras, que integram o elenco do filme? OF - A sua namorada, Paula Burlamaqui, também está no filme. Vocês contracenaram? OF - Bom, com tantas novidades, acredita estar no melhor momento da carreira?
Daniel Alvim - Na verdade, é uma somatória. Eu já tinha feito uma novela na emissora, há cinco anos, Cristal, que tinha ainda Dado Dolabella e Bete Coelho no elenco. Aí, fiz este trabalho e fui criando. O Herval (Rossano) me levou para o SBT. De lá, fui estabelecendo uma boa relação, o SBT é um lugar bom para se trabalhar. E é em São Paulo, onde eu moro. São facilidades que me dão um prazer enorme de trabalhar lá, e isso se refletiu em oportunidades.
DA - Não. Tenho uma preocupação em fazer um trabalho diferenciado, até porque o trabalho é o oposto. O Renan era o vilão e foi uma delícia, um personagem que vou carregar um tempão, porque gostei muito. E agora farei Gustavo Baronesi, o bonzinho, bom moço, que tem uma ligação forte com a natureza e vai tentar restaurar todo um projeto de uma ilha.
DA - Estou estudando muito, entrando em contato com coisas próximas ao personagem, tudo para elaborar um bom trabalho. Minha história vem do teatro, tem todo um processo, não é só decorar e gravar uma cena. Tem todo um cuidado maior, como o de estudar muito o personagem, pesquisar, vivenciar experiências próximas. No dia-a-dia, começo a procurar gestos e olhares que cabem ao personagem, que é sensível, carismático, envolvente e apaixonante. E ele terá que ser tudo isso na minha mão também, não só no papel.
OF - E fisicamente? Você também mudou algo?
DA - Limpei o visual. Estou com o cabelo curto, sem barba e emagreci um pouco, para dar uma diferenciada entre Renan e Gustavo, porque são trabalho próximos.
DA - Li a biografia de Fernando Lee, um cara fantástico. É um engenheiro com uma história bem interessante, que tinha todo esse cuidado com os animais, natureza... Ele associa o progresso da humanidade, sempre com o cuidado ambiental. Fernando era do Guarujá (SP) e já faleceu. É uma loucura a história dele! Quando li, tive vontade de visitá-lo no túmulo.
DA - Com certeza.
DA - Gosto muito. Sempre que posso, tento dar uma fugida e correr para perto da natureza. De uns 10 ano pra cá, minha questão com os animais aumentou muito. Tenho o sonho de poder envelhecer em um sítio, com cavalos, bichos. Mas, é um sonho a médio e longo prazo.
DA - Sim, há uns 20 dias. Tem locações no Guarujá e no interior de São Paulo, onde é minha casa, que é um escândalo. Fica em Itatiba, e a casa é uma das mais impressionantes que já vi.
DA - Acredito que seja para o começo do 2º semestre.
DA - Sim, aliás, acabaram as filmagens no Rio e, no mesmo dia voltei para São Paulo e já comecei a gravar a novela. Foi uma loucura, mas deu tudo certo. Chegou uma hora que estava quase tendo uma crise de identidade, não sabia quem eu era.
DA - Fiz bastantes curtas-metragens, nunca tinha feito um longa. Fui convidado por Mauro Lima e Paula Lavigne, e foi uma loucura. O filme foi feito num tempo recorde, não deu nem pra pensar. Foi muito bacana.
DA - Muito legal. Gravei com Rodrigo (Santoro), Cauã (Reymond) e Otávio (Müller). A gente já se conhecia, temos amigos em comum, foi ótimo.
DA - Não contracenamos, uma pena... Mas, temos uns projetos futuros para trabalhar juntos. Pensamos em fazer algo no teatro.
DA - Costumo achar que é o momento bom, produtivo, não sei se é o melhor, espero que venham outros. E, na verdade, é o momento de reconhecimento do meu trabalho.
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