Jackson Antunes: 'Terapia deixa as pessoas mais egoístas'

Por: Kathia Natalie

Foto: Divulgação/TV Globo

27/03/2009 | 17:45

Em janeiro deste ano, A Favorita chegou ao fim e Jackson Antunes, que deu vida a Léo, o personagem mais mau caráter de toda a sua carreira, acreditou que deixava para trás qualquer resquício do vilão em sua vida. Mas, em entrevista a O Fuxico, o ator confessou que a realidade se mostrou bem diferente.

"Uma vez, a Lília Cabral (que interpretou Catarina, mulher de Léo, que apanhava dele na trama), minha parceira e irmã de cena, me disse que, quando fez Marta (vilã de Páginas da Vida, de Manoel Carlos), ficou em depressão durante três meses, mesmo fazendo terapia. Eu achava um certo exagero dela. Mas agora, sinto na própria pele o que ela passou. Depois que a novela acabou, senti uma inquietação absurda dentro de mim e cheguei a ir duas vezes ao Projac, para gravar", contou o ator.

Ao contrário de Lília Cabral, Jackson Antunes não quis ajuda da terapia:

"Não acredito em terapia, apesa de respeitar quem faz. Comigo, não deu certo. Certa vez, eu até tentei e o profissional, do outro lado, me disse que eu tinha que pensar em mim em primeiro, segundo, terceiro e quarto lugar, deixando para pensar nos outros somente depois. Só que o meu pai me ensinou justamente o contrário. Acredito que a terapia deixa as pessoas mais egoístas", disse Jackson.

Mas, então, como o ator tem feito para se livrar do baixo astral do Léo? De acordo com Jackson, a resposta está nos livros e no cinema.

"O problema do Léo é que, com ele, não tive nenhuma cena light, por meses e meses. E, de uma hora para outra, o personagem saiu da minha vida. Ainda há resquícios dele, mas diria que, aos poucos, vou conseguir me livrar completamente. Enquanto isso, me entrego aos prazeres da leitura e da imagem. Adquiri uma câmera digital de 1.080 linhas para filmar, e estou me dedicando à produção de um curta-metragem. Fora isso, vale dizer que um bom poema de Drummond ajuda qualquer depressão", declarou Jackson.

Outra coisa que vem ajudando a curar a depressão de Jackson é o reconhecimento da Globo ao seu trabalho.

"Sempre tive contrato com a Globo mas, depois do Léo, me ofereceram algo mais sólido. Por enquanto, sigo até 2012 na emissora. Estou muito feliz com esse reconhecimento ao meu trabalho", disse ele.



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