Avaliada em aproximadamente R$ 4 milhões, a mansão de Clodovil Hernandes, localizada em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, será aberta à visitação em breve. E o valor arrecadado será sempre revertido a uma obra social. Esse foi um dos desejos do estilista, apresentador e político, antes de morrer.
Segundo Maria Hebe Pereira de Queiroz, advogada do deputado federal (PR-SP), esse desejo de Clô será colocado em prática assim que a Fundação Izabel (nome da mãe dele) e Clodovil Hernandes estiver em funcionamento, em meados de 2010.
“Ele planejou cobrar entrada e reverter o valor para entidades de Ubatuba. Mas, enfatizou que sua fundação não deveria entregar o dinheiro na mão de nenhum político ou empresário. Se algum hospital, por exemplo, precisar de um aparelho, vamos comprar e instalar”, diz a advogada, em conversa com O Fuxico.
Na tarde desta quinta-feira (19), a advogada se reuniu com Maurício Petiz, assessor de Clodovil, em uma sala da Clínica Santé, para ler o testamento deixado por ele.
“Clodovil confiava muito em alguns amigos, como o Maurício, com quem trabalhava há 10 anos, e gostaria que eles ajudassem na fundação e na criação da Casa Clô, que cuidará de meninas órfãs. Eles vão me auxiliar também a contatar socialites e artistas próximos do deputado para pedir ajuda na viabilização desse projeto”.
Indenização Processual
A advogada conta ainda que Clodovil não deixou nenhuma poupança. Em contrapartida, ganhou um processo, aberto em 1998, contra a Rede Bandeirantes, no valor de R$ 1 milhão, que já está depositado em juízo.
“Ainda existe outra ação contra a RedeTV! correndo na justiça, no valor de R$ 1 milhão. Tudo isso será investido na fundação”, conclui.
Vale lembrar que as duas indenizações devem-se às ações que Clodovil movia contra as emissoras que, segundo ele, ficaram devendo cachês e pagamentos de merchandising, quando ele apresentava seus programas.
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