Nunca convidem Roberto Justus e Milton Neves para um jantar. Os dois se tornaram inimigos mortais desde que, em 2008, Neves deixou a Record por causa de um convite de Justus, que se dispôs a produzir Terceiro Tempo, programa para a Band. Ocorre que, no dia 26 de março daquele ano, a apenas poucos dias de estreia da atração, o apresentador de O Aprendiz cancelou a parceria.
Milton Neves entrou com um processo de reparação de danos, na 6ª Vara Cível de São Paulo, contra Roberto Justus e, na última sexta-feira (20), o publicitário emitiu um comunicado oficial, negando ter débito com Neves, que pede indenização milionária.
Em alguns pontos, Justus declara: "A ação é injusta, porque não tenho nenhum débito com o apresentador em questão. O cancelamento do projeto ocorreu por inviabilidade financeira e operacional, não tendo eu nenhuma responsabilidade pela saída do apresentador da Rede Record para a TV Bandeirantes".
Milton Neves não deixou barato e, no sábado (21), emitiu uma longa e irônica resposta em seu site, rebatendo cada ponto do comunicado de Justus. A réplica de Milton Neves é tão longa, mas tão longa, que O Fuxico resolveu publicar somente algumas partes (mais suaves). Confira:
"Xxxxxxiiiiiiiiiiiiiii... Pessoas, políticos e empresas, quando se veem complicados, sempre começam com esse negócio de “comunicado”… Nunca é bom sinal. Ou sempre é sinal de que alguém foi pego com a boca na botija ou então em situação polêmica! Calma, senhor Justus, será que finalmente não apareceu alguém para 'aparar' o seu topete? E se a Band resolver abrir uma barbearia, você ficará mais careca do que o Boechat e o Mauro Beting, hein? Também, fica por aí se arriscando lotericamente para inflar ainda mais seu imenso e desmedido ego às custas dos sonhos de crentes, obedientes, parceiros e fiéis jornalistas..."
As farpas não param por aí. Ao contrário, se intensificam:
"E, agora, Justus, só falta você responder em novo 'comunicado-recibaço' – por que não no New York Times, Washington Post, Wall Street Journal, Financial Times, CNN ou na 'Gazeta Esportiva de Marte'? – aquela pergunta que lhe deixei gravada em seu celular, naquela madrugada de domingo de março de 2008: 'Você está pipocando e se c... pelas calças abaixo? O que é isso, você é um homem ou um...? (...) Fora o que já escreveu lá em cima o meu advogado, permito-me apenas uma perguntinha das mais fáceis:
Alguém em sã consciência faria acordo por baixo com a Record, deixando a querida emissora vice-líder com belíssimo contrato em plena vigência, somente para ficar desempregado?
HahahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahahahahahahaha
Noooooooossssssssssaaaaaa, senhor Justus, que patéééééticooooooooo...!!!!!"
Milton Neves aproveitou mesmo o espaço de seu site, para desabafar e falar tudo o que, aparentemente, estava há muito tempo entalado. E não economizou nos verbos e adjetivos, lembrando-se até de menosprezar a carreira de cantor de Justus:
"(....) E eu e meu filho não precisaremos jamais voltar a ouvir de um certo 'cantor' que nos colocou a escutar sua interpretação da épica My Way, ressaltando quase que em transe que não tinha sotaque algum. E que, 'o Frank Sinatra não era aquilo tudo, não'! (rs)
Bom Carnaval, injustíssimo Roberto Justus!
Injustíssimo ou seria o início da série 'O Infeliz', segundo Tom Cavalcante"?