Engajadas com problemas sociais, Lucélia Santos e Letícia Spiller fizeram as vezes de mestres-de-cerimônias na noite de segunda-feira (22), no Teatro Tom Jobim, no Jardim Botânico, na zona sul do Rio durante a entrega do 78º Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente.
A festa, realizada no dia em que se completam 20 anos da morte do seringueiro, reuniu familiares de Chico, índios, artistas e simpatizantes das causas ambientais. Promovido pelo Ministério do Meio Ambiente, o evento contou com a presença do Ministro Carlos Minc.
Vitor Fasano e Christiane Torloni, que lideram o movimento Amazônia Para Sempre, fizeram questão de participar do evento. Filho e neta de Chico Mendes, Sandino Mendes e Angélica Mendes, foram homenageados e se emocionaram bastante.
Na platéia, Helena Ranaldi, ao lado do filho, assistiu atenta à premiação, que foi concedida ao melhor trabalho de cinco das seis categorias: Liderança Individual, Associação Comunitária, Organização Não-Governamental, Negócios Sustentáveis e Educação Ambiental.
O prêmio foi instituído em 2002 com o objetivo de incentivar ações ambientais sustentáveis na Amazônia, reconhecendo e estimulando trabalhos voltados à conservação dos recursos naturais que reflitam na melhoria de vida das populações da região.
Após a premiação, Gilberto Gil e Ney Matogrosso subiram ao palco. A Orquestra Imperial, comandada por Thalma de Freitas, empolgou bastante o público.
“Este evento não é apenas festa. É conscientização, é reflexão da importância de Chico Mendes, do legado que ele deixou e o que devemos fazer para continuar”, disse Christiane Torloni a OFuxico.