Às vésperas da estréia de sua 38ª novela, Caminho das Índias, da Globo, Nívea Maria protagoniza o novo lançamento da Coleção Aplauso, marcado para esta quarta-feira (10), na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, zona sul do Rio.
A obra, intitulada Nívea Maria - Uma Atriz Real, retrata a vida e a trajetória da atriz que, aos dois anos, foi descoberta pelo avô-fotógrafo, que montava cenas e ela, pacientemente, entrava naquele universo.
“Não eram fotografias posadas, eram sempre fotografias em ação, eu fazendo a unha, eu olhando o céu. Tenho até hoje um álbum que mostra essas fotos, eu bem pequenininha. Arrepio-me quando vejo. Digo: Gente, eu já interpretava!”, lembra.
Essa e outras histórias foram narradas por Nívea à jornalista Eliana Pace e ao consultor e pesquisador de teledramaturgia da Rede Globo, Mauro Alencar.
Nívea expôs sua carreira, seus casamentos, o relacionamento com os três filhos, sua maturidade e a busca pela felicidade.
“Costumo dizer que, desde pequena, eu às vezes falava sozinha, ria sozinha, brincava sozinha, gritava sozinha. As pessoas poderiam até dizer que eu não batia bem, mas tinha minhas fantasias, usava as minhas emoções para interpretar. Não que eu visse coisas, não havia nada de espiritual, de religioso nisso, não. Mas, eu interpretava, gostava de interpretar”, conta.
Em sua biografia, a atriz não esconde a admiração por colegas como Francisco Cuoco e Elias Gleizer. Ela conta também que vai criando seus ídolos de acordo com os trabalhos, e comenta sobre atores da nova geração:
“Em A Casa das Sete Mulheres, eu babava por Camila Morgado, que até então não conhecia, e por Samara Felippo, que é uma atriz tipicamente de televisão. Uma jovem atriz que está crescendo na televisão. De repente, eu me via nela quando jovem, com aquela energia, a brejeirice”.