Band apresenta o elenco de Uma Escolinha Muito Louca

Por: Aline Cebalos

Foto: Renata D'Almeida

04/12/2008 | 07:58

O clima foi de total descontração, durante as gravações abertas para a imprensa de Uma Escolinha Muito Louca, da Band, que estréia em horário nobre na segunda-feira (15). Trata-se de uma reedição da velha fórmula, eternizada na tevê brasileira, da Escolinha do Professor Raimundo, de Chico Anysio.

Conforme OFuxico já havia contado em primeira mão, à frente da sala de aula estará o cantor e ator Sidney Magal. O artista descobriu sua veia cômica e promete dar um show, com o professor que leva seu próprio nome.

“Não fico surpreso com os convites que me fazem porque, quando se é convidado para um trabalho, é sinal que algo de bom você fez”, disse ele a OFuxico, sem falsa modéstia e com uma alegria contagiante.

“Minha relação com o trabalho é muito prazerosa, e este trabalho está sendo muito bom. Estou realizado sim, mas sempre estive. Até quando cantei num ‘inferninho’, no começo da minha carreira, me senti realizado. Sempre pensei que sou o cara, sempre estou muito satisfeito”, continuou ele, que tem como alunos algumas feras da dramaturgia e alguns novos talentos.

A começar por Adriana Bombom, que fará a exuberante Ana Balanço, uma ‘passista rebolativa’, que sempre que acerta a pergunta do professor rebola ao ritmo de um bom samba, levando os marmanjos ao delírio.

“É a primeira vez que faço humor e trabalho com tanta quantidade de texto. É um grande desafio e, quando me convidaram, senti um pouco de medo. Mas aceitei sim, claro! Até o sexto capítulo estava um pouco insegura, mas agora estou tirando de letra. Às vezes gravo o texto na hora”, disse a morena, que a cada dia exibe um corpo mais sarado.

Mateus Carrieri também vai ser o responsável por boas gargalhadas dos telespectadores, na pele de Raul Pitbull.

“Ele é todo marombado, fortão, mas às vezes dá umas escorregadas e desmunheca”, brincou o ator, que está adorando o trabalho.

“Já fiz muito galã na minha vida e é bom, porque você vai envelhecendo e ganhando espaço para fazer outras coisas. Já tinha feito muito humor no teatro, mas na tevê, tão intensamente, não”, disse ele, que já se mostra bem à vontade em cena.

Saiba quem é quem, na Escolinha da Band:

PROFESSOR – (Sidney Magal) - Culto, inteligente, sex simbol. Vive se policiando, para não cair em tentação e ceder aos encantos das alunas bonitas. Costuma ser tendencioso, quando se trata de uma protegida, digamos, burrinha - e depois, faz das tripas coração para justificar sua atitude aos demais alunos. No final, enxuga o suor e vai sabatinar o próximo aluno, totalmente sem graça.

AMADO SEVERO – Loroteiro e Valentão (Kaká de Lyma) - Ao se apresentar, ele faz questão de prevenir: “Amado para os amigos e severo com os inimigos”. Nordestino típico, calmo, pacato, fala mansa e cheio de historinhas fantasiosas. Calmo, mas nem tanto! Não se separa de sua chibata, que gosta de fazer estalar para intimidar o professor. Este, invariavelmente, perde a paciência e dá zero ao mentiroso.

ANA BALANÇO – Passista Rebolativa (Adriana Bombom) - Mulata exuberante. Figurino colante, sensual. Sandálias de salto bem alto. Sempre que acerta a pergunta do professor, rebola ao ritmo de um samba rasgado. Para que isso aconteça, o professor dá dicas da forma mais deslavada possível.

AURÉLIO JR. – Dicionário Ambulante (Rafa Mello) - Cara de pau, muito compenetrado, nunca se sabe ao certo se está falando sério ou tirando sarro. Tem profundo conhecimento do vernáculo e sua diversão preferida é zoar com o professor e os colegas, usando palavras aparentemente obscenas, tais como espicaçada, depauperado, bichanar, caga-sebista. Tem sempre um dicionário à mão, daí o nome Aurélio Jr..

CÂNDIDO MANSO – Marido Ingênuo (Iran Lima) - Cândido Manso é um homem franzino e pacato, apaixonado pela mulher Dalva. Ela freqüentemente o presenteia com um evidente e irrefutável par de chifres, que ele é incapaz de enxergar. Mais que isso: sempre tem uma explicação inverossímil para as atitudes dela. 

CHEKYN NO MOON – Vende-Tudo (Kendy) - Oriental. Tem loja na Rua 25 de Março. A toda pergunta, ele responde corretamente, mostrando grande conhecimento em todas as matérias. Quando elogiado, diz que aprendeu tudo num DVD, que vende por R$ 5,00 - tira da bolsa e oferece. O professor diz que não compra produto pirata. O oriental se ofende, e diz que o que vende são produtos “genéricos”.

DIEGO VAREJON – Esotérico, adivinho (Murillo Flores) - Inconfundível charlatão, tenta convencer as pessoas de que a solução para todos os seus problemas está na numerologia, gerando situações engraçadíssimas. Vez ou outra, ataca de médium fajuto.

DONA FLOR – Ecologista ingênua e sensual (Carol Rios) - Vestido curto e vaporoso. Ecologicamente correta, vegetariana e natureba. Ilustra suas respostas com uma expressão corporal super sexy. Para deixar de passar mal durante a argüição, o professor interrompe a aluna, dando-lhe logo um 10.

ELOY MOTOBOY – Entregador de Pizza (Miclei D’Queiroz) - Típico motoboy, magro, agitado, cabelo em desalinho. Usa o capacete no alto da cabeça e tem o gingado próprio de quem está na moto, costurando no trânsito. Relaciona qualquer fato que lhe é perguntado, a uma entrega que fez ou a algum caso ocorrido no trânsito. Suas piadas giram em torno da vida dos motoqueiros e tipos de pizzas, que entrega a pessoas famosas.

ELVIRA ALFACINHA – Lingüista Maluca (Pâmela Côto) - Portuguesa, loira, bonita e inteligente. Defende a tese de que todos os idiomas do mundo tiveram origem na Língua Portuguesa. Sempre que chamada, utiliza-se do telão para exibir frases - em geral em inglês - e, ao lê-las, resulta uma compreensão em português.

EUGÊNIO — Baixinho, zombeteiro (César Macedo) - Faz o tipo cientista maluco. Cabelo despenteado, cara de louco, óculos grossos, fala pouquíssimo, quase um mímico chapliniano. Não faz outra coisa em sala de aula, que não seja pregar peças nos colegas e irritar o professor com respostas disparatadas. Em conseqüência, vive sofrendo retaliações.

HOMERO PONTA – Ator Canastrão (Leonardo Cortez) - Bonito, simpático, sarado. Ator canastrão em início de carreira, busca a fama e um contrato milionário. Apesar de batalhar muito por um papel em novelas e seriados da tevê, ele sobrevive fazendo pontas em comerciais, nos papéis mais toscos e inusitados possíveis: tomate, prego, caixa de fósforos. É vestido a caráter, para fazer esses papéis, que ele aparece na aula.

HUGO – Motorista Especial para Bêbados (Márcio Ribeiro) - Com a introdução da lei seca no trânsito, Hugo resolveu se especializar em atender passageiros levemente alcoolizados ou completamente embriagados. O carro dele é adaptado para transportar bêbados: inteirinho forrado com plástico. Hugo não come nem bombom com licor, para não ser pego no bafômetro, mas conhece histórias de bêbado como ninguém.  

JULIO FASHION – Ególatra, narcisista (Kiko Bertholini) - Modelo, manequim, másculo, viril. Quando solicitado a responder a uma pergunta, vai até a frente, desfilando, com todos os trejeitos de um manequim. Até na hora de parar, ele pára fazendo pose. Considera-se irresistível. Galã assumido e paquerador das garotas da classe.

KRIKA TELÉ – Operadora de Telemarketing (Márcia Kaplun) - Caricata, espevitada, falante. Responde ao professor como se fosse uma operadora: “Krika Telé, operadora de telemarketing, a seu dispor. Se for perguntar sobre História, tecle 1. Geografia, tecle 2. Português, tecle 3”.  Seja qual for a pergunta em questão, Krika embute na resposta a tentativa de vender algum produto.

MC CHOPPÃO – Funkeiro (C1 Cláudio Campos) - Agitado, animado, alegre. Quando vai à frente responder ao professor, é acompanhado por Sandra, Rosa e Madalena, que dançam com ele. Cheio de ouro, anéis enormes, roupas coloridas, dá suas respostas em forma de rap. 

NEPOTÔNIO SOBRINHO – Sobrinho de Político (Ricardo Côrte Real) - É sobrinho de um político corrupto e famoso. Aparentemente ingênuo, acaba entregando as falcatruas do tio safado. Vive comparando os grandes feitos da humanidade às realizações do tio. Quando o professor diz que o velho político tem fama de desviar dinheiro de obras públicas, ele o defende com veemência, justificando o ato em questão como se fosse um gesto nobre.

NÓIA PINÓIA – Pinta de Bandido (Wesley Crespo) - Líder de sua comunidade, tem a ginga do malandro. Pelo celular, vive dando ordens, aparentemente escabrosas aos “manos” da favela; no minuto seguinte, porém, ele desfaz a má impressão e se diz do bem

PATRICINHA – Milionária Mimada (Camila Navarro) - Menina muito rica, mora com a família nos jardins. Sua casa é a mais luxuosa do bairro. Gasta compulsivamente e, às vezes, com coisas que ela mesma nem sabe para que servem. Seu pai, poderoso industrial, sente os efeitos da presente crise, mas parece ignorar as maluquices da filha. A mãe tenta contê-los com castigos engraçadíssimos, punições feitas sob medida para uma patricinha.

RAUL PITBULL – Musculoso, sensível e carente (Mateus Carrieri) - Bonito, charmoso, freqüentador de academia, super malhado e másculo. Hetero, para todos os efeitos - acaba se empolgando “além da conta”, quando tem que responder sobre determinados personagens masculinos da História ou da Mitologia. 

SANDRA, ROSA e MADALENA – Frívolas, desligadas (Camila Silva, Renata Takahashi e Déborah Ascenção) - Bonitas, charmosas, sensuais, vivem no mundo da lua. A impressão que se tem, é de que elas tentam sempre pôr à prova a paciência do professor com respostas muitas vezes absurdas. O mestre se irrita, dá zero, mas no fundo tem um carinho especial pelas três.

SARITA SARADA – Gorda Imaginária (Luziane Baierle) - Mulher perfeita, de corpo escultural. Neurótica, porém, ela se acha gorda. Vive perseguida pela síndrome da gordurinha localizada. Para provar que está gorda - o que não é verdade -, ela se despe e fica apenas de biquíni, para alegria da ala masculina e admiração (ou inveja) da feminina. 

RANULPHO PEREIRA – Aposentado Irascível (Orival Pessini) - O visual é o de um vovô simpático, de aparência calma e bonachona: boné, óculos para leitura, colete, cachecol e guarda-chuva. Joga dominó ou damas, em plena aula. Responde calmamente até se lembrar da aposentadoria. Aí, num crescendo, vai se deixando tomar pela indignação e desabafa de forma explosiva.



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