Wagner Moura viaja a Brasília, para discutir regularização da meia-entrada

Por: Tatiana Amin

Foto: Renata D'Almeida

25/11/2008 | 17:01

Um grupo de artistas, liderado por Wagner Moura, Gabriela Duarte e Beatriz Segall, desembarcou nesta terça-feira (25) no Senado, em Brasília. Segundo o site Folha Online, os artistas defendem a fixação de uma cota para a cobrança de meia-entrada em espetáculos e salas de cinema, que garanta a redução dos preços dos ingressos.

O projeto que estabelece a cota deve ser votado hoje, na Comissão de Educação e Cultura do Senado, e divide opiniões, embora tenha o apoio do Ministro Juca Ferreira (Cultura).

"Não somos contra a meia-entrada. O que defendemos é que tenha uma cota para a cobrança, porque isso vai viabilizar a redução dos preços dos ingressos para todos", afirmou Wagner Moura. "Se continuar como está, a tendência é o caos", ressaltou Wagner Moura.

Ainda de acordo com a publicação, Beatriz Segall disse que a Constituição Federal define que o Estado é que deve providenciar cultura para a sociedade, e não os artistas.

"Nós somos da iniciativa privada e o que está acontecendo, afasta o público e eleva os preços".

O ator Odilon Wagner reiterou que a fixação de cota é a solução para viabilizar a redução de preços dos ingressos, e até o aumento da produção cultural no país. "Se houver cotas, os preços podem cair em 30% a 40%", disse o ator.

A atriz Gabriela Duarte lembrou que, atualmente, cerca de 80% dos ingressos são vendidos como meia-entrada no país. De acordo com ela, o raro é alguém pagar a entrada inteira.

"Quando digo que pago inteira, as pessoas se surpreendem, porque ninguém mais no país paga. Aí, o que acontece? Os preços ficam exorbitantes e irreais, como ocorre", disse Gabriela.

Proposta

A proposta, em discussão na comissão do Senado, sugere a fixação de 40% de cotas. O controle será feito por um conselho, comandado pelo Governo Federal, que vai definir ainda sobre a possível venda antecipada dos ingressos.

A medida vai valer para espetáculos, salas de cinema e também eventos esportivos, incluindo museus e circos.

Os artistas apelam ainda para que a União, os Estados e  municípios arquem com um percentual, como contrapartida para viabilizar a execução dos projetos culturais no país. Este item não está na proposta em discussão.

Representantes dos estudantes também participam da sessão na comissão, e são contrários à fixação de cota como o estabelecido no projeto em discussão no Senado.

Fonte: Folha Online



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