Íris Abravanel chora, ao falar de sua novela no SBT

Por: Aline Cebalos

Foto: Eduardo Saraiva

25/11/2008 | 17:14

Íris Abravanel esbanjou simpatia, na manhã de terça-feira (25), na sede da emissora de seu marido Silvio Santos, em São Paulo. A mais nova autora de telenovelas participou da coletiva de imprensa de Revelação, nova trama do SBT que estréia na segunda-feira (8 de dezembro). 

Durante a convesa, Íris, que conta com a ajuda de uma equipe para a produção, como o autor Yvis Dumont, contou que chorou, ao ver o estado de abandono dos estúdios e da cidade cenográfica e de como foi difícil começar a escrever a trama. Ela falou ainda, que já foi barrada por um segurança do SBT. Confira!

OFuxico: No que se inspirou para escrever a novela?

Íris Abravanel - Quis trabalhar a coisa do poder. Quando uma pessoa muda de cargo, por exemplo, e vai para a chefia, é gerada uma vaidade exacerbada, que acaba gerando conflitos. Por isso, digo que o ego é nosso maior inimigo. Revelação é uma história baseada na rivalidade de dois homens, um que já conquistou o poder e outro, idealista, que está em busca de seus sonhos.

OF: Revelação marca a volta do SBT à teledramaturgia. Ainda existiam estúdios e cidade cenográfica?

IA: Quando visitei os estúdios e a cidade cenográfica, vi uma cena decadente. Mas, o sorriso e a esperança do Mineirinho (o cenotécnico), me mostrando tudo e me dizendo que o bonde ainda funcionava, me fez ver que valia a pena. Decidi lutar por isso e trazer vida aos corredores, aos estúdios... (Íris se emociona) Percebi que havia esperança de trazer vida à cidade cenográfica. Foi nesse dia que tive a certeza de que escreveria a novela. 

OF: Como foi começar a escrever a história?

IA: Quando peguei a página em branco, vi que não seria fácil, mas teria que enfrentar esse risco. Primeiro, Silvio me falava para eu lhe apresentar uma história, depois para fazer a sinopse, depois os 10 primeiros capítulos... Foi um desafio.

OF: Como é ‘ter’ uma novela? Ser a autora de uma trama como essas?

IA: A gente não pode olhar para o próprio umbigo. Nosso maior inimigo é nosso próprio ego. A novela não é só minha, é de todos que contribuíram. A equipe dá a vida por esse trabalho, passa horas e horas trabalhando. É uma vida árdua. Tenho o maior respeito pelo trabalho de cada um.

OF: Antes da novela, a senhora já freqüentava o SBT?

IA: Achava que aqui era um espaço do meu marido, vinha muito pouco aqui. E, em uma das minhas reuniões com David Grinberg (que assina a direção-geral de teledramaturgia da emissora), um segurança me parou e pediu para eu esperar até ser identificada. A sorte foi que David confirmou a reunião. (risos) Depois disso, exigi meu crachá. (risos)


OF: A questão de a novela estrear numa época de férias, não é um risco para a audiência?

IA:  Tudo tem um risco. Mas, eu acredito que não vá afetar em nada. Hoje em dia, as pessoas têm mais disponibilidade. Se nós conseguirmos ter um Ibope que seja a metade de Pantanal, já estou muito feliz. (Pantanal tem registrado a média de 15 pontos).

OF: Por que escolheu o nome Revelação?

IA: Podem me torturar aqui, que não conto qual será a revelação. (risos) Na verdade, sugerimos uns 15 nomes para a novela. Um dia, estava tomando café com o Silvio e mostrei para ele, que não aprovou nenhum e sugeriu Revelação. Foi assim. Aí, tivemos que inventar uma revelação na história. (risos)

 


 



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