Cineastas, atores e fãs do cinema brasileiro comemoraram mais um aniversário do Canal Brasil. Na quinta-feira (18), a emissora da rede Globosat completou 10 anos de existência.
“Não estamos comemorando só os 10 anos, estamos celebrando um sonho”, disse Paulo Mendonça, diretor do Canal Brasil.
Para comemorar, a emissora preparou uma superfesta na Cinemataca Brasil, no bairro da Vila Clementino, zona sul de São Paulo, que aconteceu na própria quinta-feira, data da primeira transmissão do canal.
O evento reuniu diversos nomes que fizeram e ainda fazem a diferença na cultura nacional, como Eva Vilma, Antônio Pitanga, Paulo Betty, Rodrigo Lombardi, Maria Luisa Mendonça, Zéu Brito, Leona Cavalli, André Ramiro e Viviane Pasmanter.
“O Canal Brasil é uma janela que traz luz para os nossos olhos, revive e mantém acesa a cultura brasileira”, derreteu-se em elogios Antônio Pitanga.
Durante a celebração, foi realizado o Grande Prêmio Canal Brasil Redecard de Curtas-Metragens, apresentado pela atriz Maria Luisa Mendonça.
O evento premiou o melhor curta produzido no ano de 2007. Foram selecionados 12 filmes e coube à banca de jurados, composta pelos apresentadores do canal, entre eles Domingos de Oliveira, Zéu Brito e Priscila Rosenbaum, escolher o melhor.
“Tenho um orgulho muito grande em fazer parte do canal, é um lugar que me sinto livre para produzir. E ser jurado foi maravilhoso, fiquei com uma responsabilidade muito grande. Afinal, é muito difícil escolher o melhor, todos são bons”, disse Zéu a OFuxico.
A grande vencedora da noite foi a estreante Paula Mercedes, com o Homem da Árvore.
“Eu agradeço ao Canal Brasil por existir e dar essa oportunidade. Este é o meu primeiro filme, estou muito feliz. E que venham mais Canais Brasis”!, declarou, emocionada.
Paula recebeu o Troféu Luiz Carlos Barreto das mãos do próprio.
“Eu adoro ser homenageado, e agora ter um prêmio com meu nome é muito bom”!, disse Barreto, um dos sócios do canal, ao saber que o prêmio, a partir deste ano de 2008, passa a ter seu nome.
Canal Brasil
Foi lançado no dia 19 de setembro de 1998, com o longa Sonho Sem Fim, de Lauro Escorel Filho, de 1985. Nos primeiros anos, a transmissão era totalmente voltada aos filmes nacionais. A partir de 2004, foi introduzida a música brasileira ao canal. Ao longo do tempo, outros tipos de produções entraram na grade de programação.
Hoje, o Canal Brasil conta com programas de entrevista, música, exibição de curtas-metragens, documentários, séries e mais uma diversidade de atrações.
Até o dia da festa, já tinham sido exibidos 2.458 filmes brasileiros no canal.
“Este é o canal da cultura brasileira. Não devemos ter vergonha de Mazzaropi, Renato Aragão ou das pornochanchadas. Até porque, isso se tornou cult e hoje a França tem um festival de chanchadas brasileiras”, explicou Barreto.
De acordo com o sócio da emissora, o Canal Brasil é um dos mais assistidos pela classe baixa, que “rouba” o sinal da tevê a cabo.
“Isso é a prova de que o brasileiro procura cultura. Mas, o valor de acesso não permite que todos desfrutem disso. Precisamos rever o conceito de pirataria. Quem é o pirata, o que produz um CD a R$3 e vende a R$ 10, no camelô, ou o que produz um CD a R$3 e vende a R$ 60 em uma loja? Para mim, pirataria é o que afasta a população da cultura”, concluiu Barreto, em seu discurso.