Morre, aos 76 anos, Waldick Soriano

Por: VJ

Foto: Márcio Nunes/PhotoRioNews

04/09/2008 | 07:37

Atualizado às 14:11

Será velado, na tarde desta quinta-feira (4), o corpo do cantor Waldick Soriano. Ele morreu, na madrugada desta quinta-feira, vítima de câncer de próstata.

O velório acontece no saguão da Câmara Municipal, na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro, por volta das 18h, e ficará aberto ao público até às 22h.

Já o enterro, acontece na manhã de sexta-feira (5), no cemitério São Francisco Xavier, no Caju, região portuária do Rio, mas a família não confirmou o horário do sepultamento.

O cantor, que estava em coma, não resistiu. Na madrugada desta quinta-feira (4), Waldick Soriano morreu, aos 75 anos.

O artista estava internado numa das unidades do Instituto Nacional do Câncer, o INCA, no Rio de Janeiro, desde o último domingo (31). Ele sofria de câncer de próstata desde 2006, e, recentemente, seu estado se agravou.

Considerado um ícone do estilo brega nacional, Waldick ficou famoso ao entoar canções como Eu Não Sou Cachorro, Não. Foi casado com Walda Soriano, por 38 anos.

Biografia

Waldick Soriano nasceu na Bahia, no distrito de Brejinho das Ametistas. Ainda pequeno, teve que conviver com o abandono do lar pela mãe, a quem era muito apegado. Em Caetité, viveu sua juventude, até que um incidente num clube local o fez buscar o destino fora da cidade. Ele foi seguir a vida, em São Paulo.

Antes de ingressar na carreira artística, trabalhou como lavrador, engraxate e garimpeiro. Mas, só conseguiu se tornar conhecido nos anos 50, com a música Quem És Tu?.

Waldick se destacava por suas canções sobre dor-de-cotovelo, e seu visual revolucionário para a época: sempre usava roupas pretas e óculos escuros.

Seu maior sucesso foi Eu Não Sou Cachorro, Não, regravada em inglês macarrônico por Falcão. Também se tornaram conhecidas outras músicas suas, tais como: Paixão de Um Homem, A Carta, A Dama de Vermelho e Se Eu Morresse Amanhã.

Em sua cidade natal, Waldick sempre foi tratado com certo menosprezo. Aristocrática, Caetité mantinha apenas nas camadas mais populares uma fiel admiração ao cantor. Ali teve dois de seus filhos gêmeos, de forma quase despercebida, em 1966.


Em meados da década de 90, porém, a cidade teve num político o resgate do filho ilustre. O vereador Edilson Batista nomeou uma das principais avenidas com o nome de Waldick. Pouco tempo depois, o SBT realizava ali um documentário, encenado por moradores locais, retratando a juventude de Waldick, sua paixão pela professora Zilmar Moura, a mudança para o Sudeste do país.

 

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