Nesta segunda-feira (11), o diretor Murilo Salles e o elenco do filme Nome Próprio se reuniram com a imprensa, durante a semana do Festival de Cinema de Gramado, no Rio Grande do Sul.
Murilo explicou que a produção demorou seis anos para ser produzida, e foi rodada em função da dificuldade de se fazer cinema no Brasil. E, ao contrário de seus dois filmes anteriores, que retratavam a temática da violência urbana, preferiu abordar a relação do brasileiro com a internet.
"Queria mostrar essa outra cara do Brasil, com um olhar mais urbano, de classe média. Por que temos que fazer só filmes sobre a miséria?", disse ele.
O longa é uma livre adaptação dos livros de Clarah Averbuck. Retrata a ligação de muitos jovens com a internet e, por isso, despertou o interesse de Leandra Leal. A atriz interpreta Camila, uma jovem que expressa suas emoções, virtualmente.
Leandra contou que tem computador pessoal, desde os 13 anos de idade, e costuma navegar pela rede com freqüência; inclusive, escreve um blog.
Para viver a personagem, a atriz morou no apartamento que serviu de cenário, leu livros de escritores que nunca havia lido e passou a sair sozinha, na noite de São Paulo.
Ela também precisou trabalhar a nudez, em diversas cenas. “A nudez foi muito tranqüila, a equipe me deixou à vontade. Fico impressionada, como a questão da nudez ainda causa curiosidade. Nesse filme, estou nua o tempo todo, até quando estava com roupa. Tive várias cenas de roupa, que foram difíceis. O nu só foi difícil, quando estava frio”.