O 12º Festival de Cinema Brasileiro de Miami terminou sábado (7), no Lincoln Theather, com a premiação dos longas e curtas-metragens que concorreram na mostra competitiva.
O longa Meu Nome Não É Johnny, de Mauro Lima, ganhou seis Lentes de Cristal: Melhor Filme do Público, Melhor Filme (júri oficial), Melhor Ator (Selton Mello), Som Direto (Jorge Saldanha), Montagem (Marcelo Moraes) e Media Award (prêmio concedido pela imprensa de Miami).

O protagonista Selton Mello e a produtora Mariza Leão subiram ao palco diversas vezes, para receber os troféus. O ator ainda recebeu dois prêmios de curta-metragem, por Sete Vidas, de Marcelo Spomberg e Zé Mucinho, para o qual fez toda a narração.
Felicíssimo com a premiação e a reação positiva do público, diante da primeira exibição de Meu Nome Não É Johnny no exterior, Selton recebeu o prêmio de Melhor Ator das mãos de Ney Latorraca, que fez um discurso emocionante:
“Tenho paixão pelos atores jovens, e alguns deles carregam em sua essência o talento de outros nomes, como Grande Otelo, Marco Nanini, Paulo Autran, Ney Latorraca, claro (risos). E o vencedor está nessa categoria: Selton Mello”, disse.
Depois de receber a Lente de Cristal, o ator não conteve as lágrimas:
“Quero falar com muita calma. Que lindo o que você falou, Ney! Estou muito emocionado. Escolhi o cinema para me expressar, e tenho sido muito feliz. Dedico esse prêmio ao meu irmão Danton, que está aqui”, disse Selton.
Os curtas-metragens foram premiados em seis categorias e Sete Vidas, de Marcelo Spomberg e Zé Mucinho, levou a Lente de Cristal de Melhor Filme do Público. Café com Leite, de Daniel Ribeiro, também foi premiado.
Cerimônia
Letícia Spiller foi a apresentadora da cerimônia. Participaram do encerramento os cineastas Sérgio Machado, Fábio Barreto, David Schurmann eOdilon Rocha, além dos atores Danton Mello, Ney Latorraca, Henri Castelli e Max Fercondini, que subiram ao palco para entregar prêmios em diversas categorias.
O embaixador do Brasil em Miami, Luiz Araújo Castro, também celebrou a ótima fase do audiovisual brasileiro.
“Houve um período negro para a cultura brasileira, durante a ditadura militar. Nos anos 90, assistimos à retomada do cinema brasileiro. Hoje, estamos colhendo os frutos dessa retomada”.
Como é tradição do Festival de Cinema Brasileiro de Miami, os filmes escolhidos pelo júri popular - Meu Nome Não É Johnny e Sete Vidas - abrem a próxima edição do evento, no ano que vem, em exibição ao ar livre.
Após a premiação, o Lincoln Theatre foi palco de um grande show de Toni Garrido, que cantou sucessos do Cidade Negra, além de clássicos de Legião Urbana e Paralamas do Sucesso.
Selton Mello subiu ao palco para cantar com ele, a música Soldados, do Legião Urbana.
Confira os ganhadores:
Lentes de Cristal – Longa-Metragem
•Melhor Filme do Público – Meu Nome Não É Johnny, de Mauro Lima
•Melhor Filme do Júri – Meu Nome Não É Johnny, de Mauro Lima
•Melhor Direção – Sandra Kogut (Mutum)
•Melhor Ator – Selton Mello, Meu Nome Não É Johnny
•Melhor Atriz – Milena Toscano, Sem Controle (de Chris D’Amato)
•Melhor Roteiro – 5 Frações de Uma Quase História, de Armando Mendez, Cris Azzi, Cristiano Abud, Guilherme Fiúza, Lucas Contijo e Thales Bahia (Cristiano Abud)
•Melhor Fotografia – O Grão, de Petrus Cariry (Ivo Lopes Araújo)
•Melhor Som Direto – Meu Nome Não É Johnny, de Mauro Lima (Jorge Saldanha)
•Melhor Montagem – Meu Nome Não É Johnny, de Mauro Lima (Marcelo Moraes)
•Melhor Edição de Som – Podecrer!, de Arthur Fontes (José Luiz Sasso)
•Melhor Direção de Arte - Gualter Pupo, por Podercrer! (de Arthur Fontes)
•Orgulho de Ser Brasileiro (oferecido pela TAM ao filme que melhor representa uma imagem positiva do Brasil) – Podecrer!, de Arthur Fontes
Meu Nome Não É Johnny
Ele tinha tudo, menos limite. João Estrella era um típico jovem da classe média, que viveu intensamente sua juventude. Inteligente e simpático, era adorado pelos pais e popular entre os amigos.
Com espírito aventureiro e boêmio, mergulhou em todas as loucuras permitidas. E também nas não permitidas. No início dos anos 90, tornou-se o rei do tráfico de drogas da zona sul do Rio de Janeiro.
Investigado pela polícia, foi preso e seu nome chegou às capas dos jornais. Em vez de festas, passou a freqüentar o banco dos réus. Sua história revela sonhos e dramas comuns a toda juventude.