Giovana Antonelli vai com o novo namorado à estréia de peça

Por: Flávia Almeida

Foto: Ag. Aphotos/Gabriela Andrade

27/03/2008 | 08:21

“Eu não poderia ter presente melhor, aos 50 anos. Uma peça que sempre quis fazer, e um gato maravilhoso ao meu lado”.


Foi assim que Cláudia Jimenez resumiu a felicidade de estrear o espetáculo No Natal A Gente Vem Te Buscar, na noite de quarta-feira (26), no Teatro Leblon, zona sul do Rio. Com casa lotada, a dupla – ao lado de Ernani Moraes e Analu Prestes, emocionou a platéia.
 
Giovana Antonelli foi uma das primeiras a chegar ao teatro, acompanhada pelo namorado, o empresário Artur Fernandes. Exuberante, a atriz comentou sobre a solidão, tema central da peça.
 
“Temos que nos desapegar das coisas. É preciso ter na cabeça, que viemos ao mundo sozinhos e vamos voltar sozinhos. Colocamos filhos no mundo para a vida, não para a eternidade, infelizmente. É duro, mas... Vou ser uma velhinha cercada de amigas de carteado”, brinca.
 
A atriz diz que teve vontade de subir ao palco, diante da brilhante encenação.
 
“A felicidade das pessoas é o que mais me encanta, e a Cláudia sempre foi uma pessoa feliz. Aí, esbanja generosidade e outras qualidades. Tive vontade de subir no palco, tenho certeza que a temporada será incrível”, diz Giovana.
 
Marieta Severo, que esteve na primeira montagem do espetáculo, elogiou a nova fase:
 
“Emocionante demais! Cláudia deu uma roupagem especial. Fiquei muito feliz e satisfeita. Sempre que se tem compaixão por um personagem em cena, passamos a entender um pouco mais sobre nós mesmos”, destaca Marieta. 
 
Priscila Fantin, acompanhada pela mãe, assistiu à peça ao lado de Malvino Salvador. 


“Achei incrível! Saber lidar com a solidão é muito importante. É a partir dela que a gente reflete sobre a vida”, filosofa Priscila, evitando flashes ao lado de Malvino.
 
Camila Morgado, Arlindo Lopes, Thiago Picchi, Christiane Torlone e Ignácio Coqueiro,Vera Holtz, Ari Fontoura, Bel Kutner, Mayara Magri, Rafael Calomeni, Guilherme Piva, Maitê Proença, Eva Wilma, Alexandre Barilari, Vitor Fasano, entre outros, prestigiaram as pré-estréia.

Stela Torreão, com quem Jimenez viveu por dez anos, esteve no evento, mas não ficou para cumprimentar o elenco, ao final do espetáculo.
 
Exultantes, Cláudia Jimenez e Rodrigo Phavanelo mostraram estar mesmo apaixonados e trocaram beijos diante de todos.
 
“Assisti a esse espetáculo há 26 anos, com a Marieta Severeo em cena, e sempre quis fazê-lo. Era um sonho muito antigo. Eu queria experimentar algo diferente, mais difícil".

"Estava na hora de mexer em time que estava ganhando, senão a vida fica um saco. A gente só tem uma vida, essa aqui. Estou muito feliz em fazer algo diferente, não agüentava mais entrar em cena e fazer comédia. Temos que experimentar, sempre", diz Cláudia.
 
A atriz elogiou a atuação do namorado.
 
"O Rô está ótimo, dedicado, firme. É a primeira vez dele no palco, e já recebeu elogios da Bárbara Heliodora! Ele estava nervoso, fez a meditação dele e acendeu uma luz azul no camarim. Mas, deu tudo certo”, conta a protagonista da peça.
 
“Estou em ótimas mãos”, devolve Phavanelo.
 
Pela primeira vez num papel dramático, Cláudia vive a Solteirona, no espetáculo com texto de Naum Alves de Souza.

A história começa em uma viagem de trem. A Solteirona acredita estar indo morar na casa da prima. Porém, ao chegar, descobre que, na verdade, irá morar em um asilo. A desolação da nova realidade vai se preenchendo com o resgate de sua vida, em flashbacks.
 
Solidão, falta de afeto e de comunicação, abandonos e intrigas permeiam as relações conturbadas da protagonista com seus familiares, uma típica família brasileira de classe média dos anos 50.



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