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Por: Ará Rocha

13/03/2008 | 08:22

Todo mundo já sabe que, nesta quinta-feira (13), irá ao ar um programa especial, comemorando os mil episódios de A Praça é Nossa. Mas, há muitas curiosidades por trás dessa produção, dirigida por Marcelo de Nóbrega.

OFuxico entrevistou o dono do banco, Carlos Alberto de Nóbrega, que contou um pouco sobre as gravações e os preparativos para a data.

O apresentador falou também de alguns presentes que recebeu de Silvio Santos, e de como se sente trabalhando com seu filho, Marcelo. Confira!

OFuxico - Vamos ter um programa especial, o milésimo. Como o público irá se divertir nesta noite?

Carlos Alberto de Nóbrega - A idéia foi bem cansativa, mas ganhamos uma coisa que jamais o tempo tira: o calor humano. O que sinto é que o povo gosta de mim.

O programa mostra que, apesar de A Praça é Nossa ser uma atração popular, todas as classes assistem. Muita gente tem mania de dizer que só o povão é que vê, e isso não é verdade.

Fizemos matérias em lugares totalmente distintos; paramos a 25 de Março, aqui em São Paulo. Foi maravilhoso! Recebemos um carinho enorme, e não houve nenhum arranhão, nada de loucuras.

Fui em outra rua popular de Curitiba (PR); depois, estive em Brasília. Sarney Filho me deu uma declaração, o governador de Brasília José Roberto Arruda, a deputada Rita Camata também.

Em Fortaleza (CE), conversei com toda a parte intelectual da academia cearence de letras. Juarez Leitão deu o depoimento dele. Foi muito bonito.

OF – Você ganhou até depoimento do Tom Cavalcante, não é?

CAN – Pois é. Ele estava no mesmo hotel que eu, em Fortaleza. Ele me deu um depoimento, falando sobre o quadro que mais gosta em A Praça.

 

OF - Quanto tempo terá o programa?

CAN – Esta é uma grande alegria, pois na sexta-feira (7) tive uma surpresa enorme. O programa estava pronto e, no sábado, eu faria a edição final.

Estava almoçando com meu amigo Sidney, da Ultrafarma, quando tocou meu telefone. Era André Dias, da Globo, avisando que o Chico Anysio queria fazer um depoimento pelos mil programas, e também me dizer que me encaminhou uma carta a respeito do meu pai.

Eu não sabia o que fazer, pois estava com um programa prontinho. O Sidney me emprestou um avião, viajei para o Rio de Janeiro no domingo, com um equipamento do SBT e meu filho mais velho.

Encontrei com o Chico, na casa dele. Gravamos um depoimento lindo. Aí, aconteceu uma coisa interessante: geralmente o programa tem 74 minutos e eu estava com exatamente 1.023 minutos gravados.

Fiquei desesperado e mandei um bilhete ao Silvio Santos, contando que tinha um material valiosíssimo e não podia cortar nada.

Ele respondeu que poderia deixar o programa com o tempo que estava, liberou 22 minutos a mais e a atração que o público verá nesta quinta-feira, terá 100 minutos.

 

OF – Que outros quadros teremos na atração?

CAN – Resgatamos cenas engraçadíssimas. Vamos mostrar um quadro com a Fofoqueira e o Clodovil, que aconteceu há 19 anos.

Tem um também hilário, do Pelé com o Buiu, da Vera Verão com o jogador Tande, na época em que ganharam a medalha de ouro na Olimpíada; a Hebe Camargo como Velha Surda junto com o Rony Rios; o Golias com o Agnaldo Rayol.

No final, há uma homenagem muito emocionante ao Canarinho: como ele está doente e não pôde gravar conosco, fomos à casa dele.

 

OF -  Você me disse que ganhou mais um presente do Silvio Santos. Qual foi?

CAN – Ah, contei só sobre o tempo do programa, né? Pois é, ganhei do Silvio Santos uma página inteira no Jornal Diário Popular, onde a Ultrafarma me parabeniza pelos mil programas.

 

OF - Como é chegar a esta marca, mantendo sucesso e qualidade?

CAN – Olha, é maravilhoso e inacreditável! Veja, a gente começa a atração quando a emissora A está marcando cerca de 42 pontos e a outra 16, por exemplo. Até que o público fixe no canal, é difícil, duro, mas conseguimos.

Sabe, se eu disser que em algum momento pensei que chegaria a esta marca, com um programa tão simples de humor, estaria mentindo.

 

OF – Em maio, A Praça comemora seus 21 anos, só com você no comando, não é?

CAN – Sim, em 7 de maio a gente faz o aniversário de 21 anos da Praça.

 

OF - Qual o significado do banco da Praça, na vida de Carlos Alberto?

CAN - Antes da Praça, eu tinha outro tipo de trabalho, era redator de programas. Mas, a Praça mudou minha carreira, e uso aqui aquela velha frase de efeito: minha vida tem duas frases, uma antes da Praça e outra depois.

Antes, fui redator da Família Trapo, programas no Rio de Janeiro como Praça 11, Noites Cariocas, entre outros. Em São Paulo, fiz É Uma Graça, Mora, entre outras coisas.

O banco hoje é meu ganha pão, fiz meu investimento nele e ele dá emprego pra muita gente. Tenho muita responsabilidade com as pessoas que trabalham comigo e, por trás delas, cerca de 50 famílias.

 

OF - A emoção de trabalhar com seu pai Manoel era igual ao que sente agora, dividindo cena e direção com o Marcelo?

CAN - É uma coisa bonita. Com meu pai, comecei a trabalhar aos oito anos de idade. Ele começou em 1956. Então, fui praticamente criado na companhia de muitos artistas que hoje continuam comigo.

Todos freqüentavam a casa do meu pai, foi uma coisa natural. Às vezes, vejo Marcelo dirigindo e digo: ele é meu filho e está me dirigindo. Isso é uma coisa bonita, gostosa, entende?

 

OF - O que virá daqui pra frente?

CAN - Só Deus é quem sabe. A gente nunca pode prever o dia de amanhã. A Praça, no momento que o SBT vive, está segurando bem. Não posso reclamar. O SBT tem um carinho muito grande por mim, e só tenho a agradecer por isso.

A Praça é Nossa especial vai ao ar na quinta-feira (13), às 22h30, pelo SBT.

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