O rosto todo pintado de Marcelo Frisoni, marido de Ana Maria Braga, não foi empecílho para que ele acompanhasse a apresentadora na noite paulistana. O casal esteve na estréia do espetáculo de Glória Menezes, Ensina-me a Viver, neste fim de semana em São Paulo. O empresário está com catapora, nome popular da doença cientificamente chamada de varicela e que é bem mais comum nas crianças.
Marcelo está se recuperando, há alguns dias, da catapora, e Ana, que já adquiriu a doença na infância, não teve problema em ficar próxima do maridão durante a convalescença da doença, que é altamente transmissível.
O que é doença
A varicela (catapora) é uma doença infecciosa aguda, altamente transmissível, causada pelo vírus varicela-zóster. Ela é mais comum em crianças entre um e 10 anos, porém pode ocorrer em pessoas susceptíveis (não imunes) de qualquer idade. Na maioria das vezes, principalmente em crianças, a doença evolui sem conseqüências mais sérias. Contudo, a varicela pode ter evolução grave e até causar o óbito, sendo consideravelmente maior o risco quando ocorre em adultos e pessoas com imunodeficiência. A infecção confere imunidade permanente para quem já teve a doença, embora o sistema imunológico não seja capaz de eliminar o vírus.
Transmissão
A infecção, em geral, ocorre através da mucosa do trato respiratório superior (porta de entrada). A transmissão do vírus ocorre, principalmente, pela secreção respiratória (gotículas de saliva, espirro, tosse) de um indivíduo infectado ou pelo contato direto com o líquido das vesículas. Mais raramente, a transmissão se dá forma indireta, pelo contato com objetos recém-contaminados com secreção das vesículas. É possível ainda a transmissão da varicela durante a gestação, através da placenta.
O período de maior risco de transmissão começa 48 horas antes do aparecimento das vesículas e vai até a formação de crostas em todas as lesões. Em crianças previamente saudáveis este período é de geralmente 6 a 8 dias (4 a 6 dias após o surgimento das lesões na pele), porém pode ser mais prolongado (até meses) em indivíduos com imunodeficiência, perdurando por todo o período de surgimento de novas lesões (vesículas).
A varicela é uma doença altamente transmissível. Cerca de 90 % dos contactantes domiciliares susceptíveis de uma pessoa com varicela podem adquirir a doença. O risco é elevado em situações de contato próximo (como o namoro) e de permanência em um mesmo ambiente (fechado) por mais de 1 hora, como comumente ocorre em creches e salas de aula e, eventualmente, em enfermarias e salas de espera de consultórios.
Encubação
O período de incubação da varicela varia de 10 a 21 dias (comumente entre 14 e 16). Após a infecção, a maioria das pessoas apresenta manifestações clínicas. Algumas vezes, no entanto, as manifestações são muito discretas e a infecção pode passar desapercebida. Os indivíduos infectados, mesmo aqueles que apresentaram doença leve, desenvolvem proteção (imunidade) permanente. O sistema imunológico controla a replicação viral e, na maioria das vezes, o indivíduo evolui para a cura da doença, mesmo sem tratamento específico. Contudo, os mecanismos de defesa não são suficientes para eliminar completamente o vírus, e o agente infeccioso permanece latente no organismo por toda a vida e pode ser transmitido durante os episódios de reativação (herpes zóster).
Riscos
A varicela pode ocorrer durante o ano todo, porém observa-se um aumento do número de casos no período que se estende do fim do inverno até a primavera (agosto a novembro), sendo comum, neste período, a ocorrência de surtos em creches e escolas.
Medidas de proteção
A doença pode ser evitada através da utilização da vacina contra a varicela. Os países que adotaram a vacinação sistemática das crianças contra a varicela observaram uma queda significativa do número de casos e de óbitos. Nos Estados Unidos, antes da vacina estar disponível, ocorriam por ano aproximadamente 11 mil hospitalizações e cerca de 100 óbitos devido à varicela. No Brasil, a varicela não é uma doença de notificação compulsória e os dados existentes são esparsos e pouco representativos.
Fonte da pesquisa sobre a doença: http://www.cives.ufrj.br