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Por: Flávia Almeida Foto: OFuxico 01/08/2007 | 13:12
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Conhecida como a 'Santa dos Abraço', a Guru Amma - mãe da eterna felicidade sânscrito (a língua das escrituras Védicas) está no Rio de Janeiro, hospedada no Intercontinental, Entre as pessoas que ficaram na fila, estavam as atrizes Christiane Torloni e Giulia Gam, bem como o ator Paulo José. Amma permanece no Rio até a noite de quinta-feira (2), dando palestras e distribuindo seu disputado abraço. Quem é Amma Nascida em uma pequena aldeia em Kerala, na Índia, no dia 27 de Setembro de 1953, seus pais deram-lhe o nome de Sudhamani, que significa Jóia Suprema. Eles somente vieram a entender sua grandeza espiritual, muitos anos depois. Apesar de nascida Divina, Sudhamani passou os anos de sua infância e adolescência em intensa prática espiritual, dando um exemplo vivo ao mundo. Aos cinco anos de idade, ela já havia começado a compor músicas de devoção ao Senhor Krishna, carregadas de profunda introspecção mística. Ela abria seu coração e sua alma nessas melodias, em extremo esquecimento de si, e sua doce voz tornava-se fonte de imensa alegria para os aldeões. Aos nove anos de idade, sua mãe ficou muito doente e todo o trabalho doméstico e de cozinha caíram sobre seus ombros, forçando-a a largar o colégio. Sudhamani aceitava de bom grado todo obstáculo, cada maltrato que recebia de sua família, e encontrava refúgio em seu amado Sri Krishna. Mesmo com seu dia de trabalho terminando à meia noite, ao invés de cair no sono, ela passava o resto da noite meditando, cantando e rezando. Outra qualidade que era claramente manifesta em Sudhamani nessa tenra idade era seu amor e compaixão pelos seres humanos. Como parte de seus afazeres domésticos, Sudhamani freqüentemente visitava as casas da vizinhança para coletar restos de comida para as vacas da família. Ali, ela escutava pacientemente as narrativas de desgraças contadas especialmente pelos mais idosos, que freqüentemente eram maltratados pelos filhos e netos. Através das histórias deles, Sudhamani observava que as mesmas pessoas que quando crianças haviam rezado pela saúde e longevidade de seus pais, passavam a maldizê-los quando velhos e enfermos. Ela via que o amor terreno sempre tinha um motivo egoísta subjacente e era volúvel e limitado. Apesar de ser apenas uma criança, Sudhamani fazia o que estava ao seu alcance para aliviar o sofrimento de seus vizinhos idosos. Ela os banhava, lavava seus pertences e trazia para eles comida e roupa de sua casa. Esse hábito de dar as coisas de sua família deixou-a Ao alcançar a puberdade, o amor de Sudhamani pelo Senhor tomou proporções indescritíveis. Seus humores extáticos tornaram-se mais e mais freqüentes; ela dançava e cantava em bem-aventurança, intoxicada de Deus e totalmente esquecida do mundo. Aos olhos de Sudhamani, Krishna permeava todo o universo. Não demorou muito até que entrou em união mística profunda com seu Senhor, união tão completa, que ela não era mais capaz de distinguir entre Krishna e ela mesma. Um dia, ela teve uma visão gloriosa da Divina Mãe do Universo (Devi). Essa experiência seguiu-se de um estado sem fim de intoxicação de Deus de tal intensidade, que dia e noite ela ficava afogada de desejo pela união com a Divina Mãe. Sua família e muitos dos aldeões ficavam completamente perplexos ao tentar entender os estados sublimes da Sudhamani e começaram a atormentá-la de todas as maneiras possíveis. Finalmente, ela foi forçada a deixar sua casa e passar seus dias e noites ao relento. O céu tornou-se seu teto e a terra, sua cama; a Lua, sua lâmpada e a brisa do mar, seu ventilador. Quando a própria família de Sudhamani e os aldeões a rejeitaram, foram os pássaros e outros animais que se tornaram seus amigos leais e fizeram-na companhia. Com amor, os animais traziam comida para ela e faziam o que podiam por ela. Uma vaca esperava que Sudhamani terminasse sua meditação todos os dias para então lhe oferecer leite, que ela bebia como um bezerro, direto de suas tetas. A vaca recusava-se a pastar ou alimentar seu próprio bezerro antes que Sudhamani estivesse satisfeita. Um cachorro preto e branco agia como seu atendente, servo e amigo. Muitas vezes, quando ela ficava profundamente absorta em meditação, uma cobra grande deslizava sobre ela para trazê-la de volta à consciência exterior. Enquanto cantava canções à Divina Mãe, pombos e papagaios ficavam à sua frente, e abrindo suas asas, dançavam em júbilo ao som de sua música. Se Sudhamani chorasse, eles também derramavam lágrimas. Sudhamani submergiu por meses a fio em práticas espirituais das mais rigorosas e austeras. Sua sadhana (prática espiritual) culminou com a total dissolução de seu 'eu' pessoal na Divina Mãe do Universo. Em um de seus bhajans, a Mãe retrata essa experiência da seguinte maneira: "Sorrindo, a Divina Mãe tornou-Se um corpo de luz que se fundiu a mim. Minha mente floresceu e foi banhada pela luz de vários tons da Divindade. Daí em diante, eu nada reconheci como separado do meu próprio Ser." Ela realizou que: "Todo o Universo se revelou como uma pequena bolha dentro do Ser." A vibração primordial que a tudo permeia, "Aum" ou "OM", espontaneamente brotou de dentro de seu Ser. Sudhamani agora vivenciava todas as formas de Deus como manifestações do Atman único. Apesar da Amma constantemente residir na Verdade Suprema, por compaixão, ela vive no nosso nível para nos elevar.
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