Mesmo enfrentando uma crise de sinusite e, por isso, evitando se expor ao frio que fazia no Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira (30), Taís Araújo foi ao Teatro Municipal assistir a ópera popular Alabê de Jerusalém, que conta a saga do personagem africano Ogundana, que teria acompanhado os últimos passos da vida de Jesus. Ela não foi a única famosa a se agasalhar para aplaudir o trabalho de Altay Veloso, intérprete de Jesus, que, depois de 20 anos, conseguiu concretizar o sonho de levar ao palco o espetáculo, que teve apresentação única na mais tradicional casa de espetáculos carioca.
Estiveram no Municipal: Reynaldo Gianecchini, Paulo Betti, Rosane Gofmann, Ana Botafogo, Adriana Lessa, Maria Ceiça, Déo Garcez, Léa Garcia, Jorge Vercilo, os casais Marcos Paulo e Marina Mantega e Luci e Luis Carlos Barreto, bem como Carmem Gil, mulher do apresentador Raul Gil, e Camila Pitanga com Benedita da Silva. As duas tinham um motivo especial para prestigiar a ópera afro-cristã: Antonio Pitanga, pai de Camila e marido de Benedita, fez uma participação especial ao lado de Isabel Fillardis, num elenco que reúne 42 artistas entre atores, cantores e bailarinos.
Taís e Gianecchini
Taís foi ao teatro com o amigo Reynaldo Gianecchini e, no intervalo, procurava por sua mãe, Mercedes, quando se encontrou com Léa Garcia, com quem trabalhou no premiado filme Filhas do Vento. Léa ficou encantada com o visual de Taís, fazendo questão de tocar nos cabelos curtos e cacheados, sem qualquer química, que a atriz adotou ultimamente. No final, Taís contou que já conhecia a ópera porque possui o DVD de Alabê de Jerusalém, gravado em 2005, contendo os ensaios e o concerto feito no Canecão, naquele ano.
“Antes de comprar o DVD encontrei com a Margareth Menezes quando ela tinha acabado de gravar uma música para o CD. Ela estava maravilhada com o trabalho e eu fiquei curiosa para conhecer. Sem contar que gosto muito de tudo o que o Altay Veloso faz, como cantor e compositor. Por isso, mesmo com essa sinusite brava, fiz questão de vir ao Municipal. O tempo não tem ajudado na minha recuperação, porque em São Paulo, onde estou ficando de quinta a domingo, fazendo a peça O Método Grönholm, está mais frio que o Rio”, diz Taís, contando que o marido, Lázaro Ramos, não foi assistir a ópera porque estava na capital paulista.
Reynaldo Gianecchini não conhecia nada do espetáculo que, além de ter originado um DVD e CD também é tema do livro Ogundana, o Alabê de Jerusalém, lançado há dois anos. Mas gostou muito do que viu no palco e toda a história contada pela megaprodução independente. Alabê de Jerusalém, como diz o idealizador do projeto, Altahy Veloso, cultiva as diferenças e mostra que a principal mensagem do testemunho de Ogundana é a possibilidade de convivência pacífica entre as crenças.
Camila Pitanga destacou como mais importante na ópera popular a mistura de diversas culturas, concordando com a sua madrasta Benedita da Silva que elogiou o resgate do sincretismo brasileiro por parte do espetáculo, desejando que o mesmo faça uma temporada e não apenas apresentações esporádicas.
Marcos Paulo foi pelo mesmo caminho, defendendo que tudo o que fala do sincretismo brasileiro precisa ser divulgado.
“Viemos (ele e a namorada Marina Mantega) assistir a essa conquista de 20 anos do Altahy. O que foi mostrado no espetáculo só comprova que somos um mistura de culturas. Acho isso muito bonito.”