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Por: Andréia Takano

08/02/2007 | 12:20

Em março, Daniel Boaventura subirá aos palcos para estrear a peça My Fair Lady, considerada a melhor comédia musical da história da Broadway, dirigido por Jorge Takla. O ator, que atualmente está em Malhação (Globo), terá o desafio de soltar a voz e encantar a platéia ao lado do elenco, formado por Amanda Acosta, Francarlos Reis, Tadeu Aguiar, Frederico Silveira, entre outros.

Em conversa com a reportagem de OFuxico, Daniel comentou sobre esse novo projeto.

OFuxico: Como surgiu o convite para encenar My Fair Lady?
Daniel Boaventura:  O convite foi feito no segundo semestre  de 2006.  O teste vocal definitivo foi realizado aproximadamente um mês depois

OF:  Que tipo de exercícios você tem realizado para encarar seu personagem? Ele tem de ser bastante musculoso?
DB: Henry Higgins é a antítese do atleta, do desportista musculoso. Ele é um intelectual de primeira linha no início do século XX. Dessa forma, os exercícios  que faço estão relacionados a voz, como treinamentos vocais voltados  para a dicção e parte vocal para o canto. Porém, para manter o ritmo dos ensaios e, futuramente, das apresentações, pratico corrida, no mínimo, quatro vezes por semana

OF: Você já participou de outros musicais. Esse tipo de encenação é o seu predileto?
DB: Fazer musicais realmente é um deleite. Faço com muito prazer. Neste tipo de expressão artística é exigido do ator o máximo de técnica: interpretação, expressão corporal e  canto. Contudo, fazendo TV, exercito uma forma diferente de interpretação. A  minha paixão e respeito pelo veículo vem crescendo cada vez mais. Falta fazer mais cinema, claro!

OF:  Como você vai conciliar a novela com o teatro?
DB: Tive muita sorte de poder contar com  o apoio imprescindível da produção e direção geral da Malhação. Graças a eles (Roberto Vaz, Rodrigo Tapias, Ricardo Waddington) e também à boa  vontade e cooperativismo do diretor e produtor do espetáculo, Jorge Takla, será possível  gravar de segunda a quinta no Rio de Janeiro e fazer as seis sessões do musical de quinta até domingo em São Paulo. Vai ser  um pouco cansativo, mas adoro esta  vida!

OF:     O que mais lhe chama a atenção em seu personagem nessa peça?
DB: O fato de ser diferente de tudo o que já fiz antes. Henry Higgins é um especialista  em  fonética, um  professor da ciência da fala, um homem, culto e excêntrico. É um personagem riquíssimo, com mudanças  bruscas de humor e rompantes de loucura criativa. Um prato cheio!

OF:  Qual será o maior desafio para esse papel?
DB: Acredito que este seja o personagem mais difícil que já interpretei. Além da questão da compreensão e concepção do personagem, da preocupação com a sua dicção e com o volume de texto, é a primeira vez que, no Brasil, o personagem cantará suas músicas exatamente como estão escritas na partitura (com melodia). Várias versões (inclusive a do filme, com Rex Harrison e Audrey Hapburne) apresentam o professor Higgins 'narrando' as canções e não cantando. Estou muito ansioso pelo resultado final.

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