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*Três Irmãs é uma homenagem de Antônio Calmon a Dias Gomes, a quem o autor considerava absolutamente gentil e correto. Calmon revisita o universo de Roque Santeiro, através da cidadezinha, das coisas meio mágicas, meio estranhas, que acontecem nela. No meio da novela, Augusto chega à cidade com outro nome, e fica a dúvida sobre quem ele realmente é: se é o Augusto, um sósia, uma figura negativa, como aconteceu na clássica novela de Dias Gomes.
Outra homenagem a Dias é feita através do personagem Glauco, vivido por Guilherme Piva. Ele é dono de uma funerária que está indo à falência, porque ninguém morre na cidade. Toda vez que alguém está doente, ele fica na porta que nem um urubu, para ver se a pessoa morre.
*A idéia inicial era gravar as cenas de surfe, no Havaí. Mas, especialistas no esporte orientaram que o único lugar com onda garantida nesta época do ano seria Bali, a 42 horas de viagem e com um trânsito caótico na cidade, o que fez com que os deslocamentos fossem muito demorados. A equipe de produção local também não estava acostumada a fazer televisão ou cinema mas, depois de dez dias de gravação intensa, as cenas ficaram lindas!
*Antes de começar a gravar a novela, Antônio Calmon convocou cada ator, para “vestir” seu personagem. O autor quis ver como ele estava ou conhecê-lo, se fosse o caso. “Eu quero ouvir a sua voz, para saber como escrever os diálogos. Quero saber o que está achando do personagem, o que gosta mais, o que gosta menos, se tem alguma idéia. Cada encontro me dá umas cinco idéias de trama, e me enriquece muito. Eu adoro ator inventivo. Ele já chega cheio de idéias. A Dora tinha um tom mais pesado, mas a Cacau (Cláudia Abreu) me convenceu a mudá-la. Chegou cheia de idéias e, inclusive, com uma sugestão de trilha sonora para a personagem. Acho isso comovente e incorporo à trama”.
*Regina Duarte mudou a personagem dela, dando um toque de comédia. Essa será a primeira personagem da atriz, desde a Viúva Porcina, que sai do “padrão Regina Duarte”.
*Segundo o autor, em Três Irmãs há referências de vários filmes. “Eu sou cineasta e sou cinéfilo. Cinema é uma constante na minha vida, assim como a leitura. Então, a referência ao cinema é inevitável”, destaca Calmon.
* Antes de viajar para Bali, no final de maio, a equipe e o elenco – Maitê Proença, Paulo Vilhena e Rodrigo Hilbert – receberam uma cartilha de viagem, com informações sobre o local. Além de dicas práticas sobre hospedagem, moeda local, roupas apropriadas e alimentação, o guia trazia um pequeno dicionário e curiosidades sobre a cultura balinesa.
*Os personagens Virgínia e o Augusto, inclusive os nomes, foram inspirados nos avós de Antônio Calmon. A avó do autor era uma mulher simples, do interior do Espírito Santo, que se tornou pastora da Igreja Batista e formou oito filhos. "Meu avô Augusto era um boêmio, fazia filhos e sumia. Era adorável, irresistível. Eu quis colocar a história dessa mulher, que formou e criou sozinha as filhas, e destacar a união entre elas".
*Na construção da cidade cenográfica de Caramirim, o piso recoberto de areia precisou de uma atenção especial. Como tende a acumular água, foi necessário fazer um sistema de drenagem eficaz.
*As cenas de surfe contarão com um efeito novíssimo, adotado pela área de Pesquisa e Desenvolvimento da Globo, junto ao departamento de Efeitos Visuais da emissora. O sistema fará montagens sofisticadas, inserindo o rosto dos atores em seus dublês surfistas. A nova tecnologia – utilizada em filmes como Homem Aranha 2 e 3, Super-homem e King Kong – dará mais realismo às cenas.
*Os dublês são filmados pegando ondas no mar, com pontos coloridos colados em seus rostos, que servem para auxiliar a equipe de efeitos visuais na hora de substituir a imagem dos rostos deles pelo rosto virtual dos atores. Para isso, Paulo Vilhena, Rodrigo Hilbert, Marcello Novaes, Marcos Palmeira, Kayky Brito, Leonardo Carvalho e Carolina Dieckmann foram a Los Angeles, onde foram fotografados por um equipamento especial. A partir das imagens das expressões faciais de cada ator, o produtor Rafael Ambrósio, da equipe de efeitos visuais, criou uma malha virtual de alta resolução, que substitui o rosto dos dublês. São oito etapas, entre a captação e a composição final da imagem.
*Os animadores Marcelo Papf e Rodrigo Branco e o produtor de efeitos visuais Rafael Ambrósio foram treinados por um diretor de animação, que veio do exterior e ficou uma semana dando aulas ao grupo.
*A equipe de Efeitos Especiais constrói as cenas mais difíceis, de acidentes de carro e incêndios. Para a cena do acidente que matou Artur, marido de Dora, foi necessária a construção de uma estrutura suspensa por quatro guindastes, no Autódromo do Rio de Janeiro.
*Para a cena do incêndio no circo, onde Augusto trabalhava como mágico, foi construído um circo em proporções reais, porém em dimensões pequenas (21m de comprimento, 14m de largura e 8m de altura), para ser incendiado de verdade, dando bastante realismo à cena.
* Além das duas cidades cenográficas, já foram criados 50 ambientes diferentes para estúdio. O cenógrafo Fábio Rangel ressalta a parceria com a figurinista Helena Gastal: “É importante esse contato também com a figurinista, para não haver choque de cores. Estou sempre conversando com a Helena, para evitar que as cores dos sofás, tetos ou paredes ofusquem as roupas e acessórios dos personagens. Isso é uma curiosidade legal. O público nem imagina que prestamos atenção nisso também”, destaca Rangel.
* O surfista Rico de Souza, além de assessorar a produção de arte para compor o universo do surfe, ensinou Carolina Dieckmann a se equilibrar em cima da prancha.
