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Para A Favorita, o diretor de arte Mário Monteiro e equipe criaram cinco núcleos de cidade cenográfica: a vila operária da indústria de Gonçalo Fontini (Mauro Mendonça), o sítio do quixotesco Augusto César (José Mayer), uma parte da cidade de São Paulo, a favela de Maria do Céu e a estufa de Irene.

No total, são 10 mil metros quadrados de área construída, na Central Globo de Produção. O maior núcleo é o da vila operária – com 5 mil metros quadrados -, seguido do de São Paulo, com 3 mil. O núcleo da vila operária é composto de 28 casas e estabelecimentos como: barbeiro, cabeleireiro, loja de vídeo, armazém e farmácia. As casas são feitas de madeira, seguindo a filosofia da indústria de papel e celulose, que possui uma reserva florestal com árvores de reflorestamento. Para dar vida à reserva, Mário Monteiro e equipe ainda trouxeram 60 pinheiros de oito metros, do Paraná.

Além das casas que ganharam interiores, Mário Monteiro cita a biblioteca de Copola (Tarcísio Meira) como um dos ambientes que merecem destaque, no núcleo da vila operária. “Por se tratar de uma garagem que é também centro cultural, criamos, inclusive, um espaço para comportar 5 mil livros”, revela o cenógrafo.

No núcleo de São Paulo, optou-se por seguir o estilo dos trechos mais antigos da cidade. Além de prédios, o ambiente abriga o bar freqüentado pelos jornalistas da trama e a lanchonete, onde Flora (Patrícia Pillar) trabalhará logo após sair da prisão.

O sítio de Augusto César, segundo Mário, é o “cenário que todo mundo está curtindo fazer”. Com oito metros de altura e 12 de diâmetro, o diretor de arte, junto com sua equipe, construiu uma casa toda envidraçada em formato geodésico. ”Foi a forma que encontramos para que o personagem - que é naturalista – ficasse em contato constante com a natureza”, explica o cenógrafo. Para o ufólogo, também foi criada uma horta orgânica, onde foram plantados alface, couve e temperos em geral.

Para criar a região, que faz parte de uma falsa promessa de Romildo à família de Edivaldo, a equipe de cenografia optou por criar uma favela cheia de palafitas.

Todo o jornal “O Paulistano” – desde seu logotipo até os cadernos das diversas editorias - foi desenvolvido pela equipe de produção de arte, comandada por Angela Melman. Para compor o ambiente, foram criados ainda descansos de tela, com a marca do jornal e dos cadernos que, alternadamente, poderão ser visualizados no computador.

Muitas pesquisas também foram feitas, para criar o logotipo da empresa Fontini. Por se tratar de uma indústria de papel e celulose que possui uma reserva de reflorestamento, Angela foi buscar na internet as referências necessárias para o desenvolvimento da marca da empresa.

Já para o quarto de Alícia (Taís Araújo), a produtora de arte foi buscar peças do universo da toy art, bijuterias maleáveis, material de tinta e desenhos. O elemento do quarto que mais deu trabalho à produtora de arte foi um alce que, na trama, será criado pela personagem. Depois de muita pesquisa, Melman encomendou ao artista pernambucano Beto Kelner, especialista em trabalhos com arame, uma cabeça de alce de arame, para compor o quarto da personagem.