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Alcides Nogueira nasceu em Botucatu (SP). O dramaturgo estreou profissionalmente no teatro paulista, em 1977, com a Farsa da Noiva Bombardeada, que acabou censurada pela ditadura militar. Em 1981, foi o vencedor de prêmios como o Molière, por Lua de Cetim. Nos palcos, coleciona também os sucessos Feliz Ano Velho, Ventania, Pólvora e Poesia e A Javanesa.

Na televisão, escreveu, entre outras, as novelas De Quina Pra Lua (1986), O Amor Está no Ar (1997) e Força de Um Desejo (1999), com Gilberto Braga, além de episódios para Retrato de Mulher e Brava Gente.
Com Silvio de Abreu, trabalhou em Rainha da Sucata (1990), Deus Nos Acuda (1992/1993), A Próxima Vítima (1995), Torre de Babel (1998) e As Filhas da Mãe (2001).
E com Maria Adelaide Amaral, assinou as minisséries Um Só Coração (2004) e JK (2006).
Inspirada no romance homônimo de Lygia Fagundes Telles, Ciranda de Pedra é uma novela de Alcides Nogueira, escrita por ele e Mário Teixeira, com a colaboração de Lúcio Manfredi e Rodrigo Amaral.
“O que estou fazendo é uma nova versão de Ciranda de Pedra, e não um remake. É uma obra igualmente inspirada no livro de Lygia Fagundes Telles, nossa grande dama da literatura brasileira”, explica Alcides em relação à novela exibida pela Globo, em 1981.
O livro se passa em 1947, mas o autor optou por ambientar a trama em 58, que foi um momento de ouro para o país.
“As pessoas estão se dando conta de que 50 anos se passaram desde 58, que é um ano emblemático. Quando a gente fala de anos dourados, o mais dourado foi esse, o ano que sintetiza a consciência que o brasileiro passa a ter como cidadão. Ele deixa um pouco de lado aquela posição de colonizado, para ser um cara mais atuante no mundo. Isso se deve a muita coisa, desde o fato de JK estar na presidência e ser muito moderno, preocupado com essa inserção do Brasil no mundo, ao momento cultural que o país passa a viver com o surgimento da Bossa Nova, do Cinema Novo e de uma literatura cada vez mais pujante”, destaca o novelista.

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