21/09/2007 | 10:32
|
21/09/2007 | 10:32
|
Nascida em Cataguases, interior de Minas Gerais, Maria Alcina começou a carreira através da sua curiosidade musical. Após participar do 1º Festival Audiovisual de Cataguases, em
No Rio, Alcina ficou na casa do também produtor Ronaldo Werneck, onde ela o auxiliava nas tarefas domésticas. Tempos depois, fez testes para o grupo teatral Vem de Ré Que Estou de Primeira, mas não conseguiu ser aprovada. Porém, como ela assistia a todos os ensaios e sempre que tinha apresentações estava por perto, após a falta de Leila Diniz, foi convidada a participar da montagem. Nesta época, o Rio era um pólo de música e shows, e levada ao Number One, tradicional casa de espetáculos carioca, Mauro Furtado, diretor artístico da casa, quando escutou Alcina, a contratou.
Como a Number One era uma das casas mais importantes do Rio de Janeiro e freqüentada por ilustres espectadores, Solano Ribeiro, convidou Alcina para interpretar uma canção no VII Festival Internacional da Canção, na TV Globo.
Junto com a produção, Maria Alcina escolheu Fio Maravilha, e, mesmo não vencendo, ganhou muitos fãs e conseguiu uma grande repercussão com a letra escrita por Jorge Ben Jor.
Em
A música estourou e a gravadora decidiu que músicas com duplicidade de sentido era um filão de mercado, mas Alcina buscava a essência, o folclore, e, assim, prosseguiu. Gravou Bacurinha, e explodiu, assim como A Espiga. E quando escutou Prenda o Tadeu, que fazia sucesso no Nordeste com Cremilda, aliou à canção um gesto forte e mais uma vez o sucesso se fez.
Nos anos 80, o mercado musical começava a mudar, a gravadora queria manter o estilo musical, com letras explorando a duplicidade, mas Alcina decidiu rescindir o contrato, já que nas músicas que havia gravado estava retratado o folclore e não músicas de “sacanagem”.
Em 1990, Alcina grava mais um LP intitulado Bucaneira, letra escrita por Belchior, porém, com o estouro do sertanejo, a música acabou restringindo o seu campo de atuação e Alcina decidiu embarcar para Miami, onde ficou por um bom tempo com uma repleta agenda de compromissos.
Em 2003, com o Grupo Bojo, Alcina gravou o seu 1º CD e, no mesmo ano, a Warner, que comprou os direitos da Chantecler e Continental relançou os CDs da cantora e, através deste lançamento, Maria Alcina pode reencontrar muitas pessoas que lhe auxiliaram na empreitada musical, como o jornalista Pedro Alexandre Sanches.

Separada, aos 58 anos e sem filhos, Maria Alcina continua firme em suas turnês internacionais. Visitou recentemente a Alemanha para uma série de shows e está terminando o segundo CD, Maria Alcina, Confete e Serpentina, produzido por Maurício Bussab, da Banda Bojo, que será lançado em janeiro de 2008.
Ainda neste mês de setembro, a cantora percorre as principais cidades de Minas Gerais, no projeto Samba Minas, que foi concebido por Flávio Leite e que relembra a trajetória dos três mais importantes intérpretes mineiros Ataulfo Alves, Geraldo Pereira e Ary Barroso.
E você, quer saber Por Onde Anda seu ídolo? Escreva pra gente: porondeanda@ofuxico.com.br
