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Árvores sagradas... Estou aqui no west bengal da Índia. É considerado um pecado destruir essa árvore. As mulheres casadas visitam a BANYAN, para orar pela vida longa de seus maridos. Fiquei feliz, quando consegui contratar uma moça para vir limpar meu espaço aqui em Calcutá, porque tem muito pó e precisa limpar tudo todo dia. Mas, ela só veio duas vezes. Ontem, trouxe um tradutor para me explicar por que tem faltado e se sentia muito engrandecida de faltar para glorificar os deuses e seus passatempos... Enfim, é só aguardar que o dia de glorificar a BANYAN vai chegar. Quem provavelmente não chegará, será a moça que eu contratei. Vida longa às magníficas BANYANS de Bengala. Para colher informações sobre as BANYANS, contei com a colaboração de Nanda Priya dd.
Vocês já devem ter ouvido falar das figueiras sagradas de Bengala. São árvores impressionantes, que parecem obras de arte. Na maioria delas, os indianos fazem templinhos, na frente da casa ou do comércio.
Em Navadwip dham, há uma figueira tão impressionante, que se formou uma grande feira em volta dela e a gente entra em seu tronco, para visitar um templo de lord Shiva. Paramatala significa a árvore de Paramar, que é o centro da cidade. A árvore marca o centro da cidade. É uma BANYAN, figueira sagrada de Bengala. É incrível o movimento que se formou em volta dessa árvore.
Quando queremos fazer alguma compra ou ir até a cidade, vamos na frente do ashram, pegamos um ricksho ( bicicleta- táxi ), fazemos sinal apontando a direção da árvore e dizemos Paramatala, Paramatala. Os rickshos não falam inglês e nós não falamos bengali, então... Paramatala Paramatala. (Esta foto da Lila Sundari com seu bebê é na entrada do templo do Sr Shiva em Paramatala, um pedacinho da enorme BANYAN )
Em Calcutá, a gente também vê essas figueiras com seus templinhos, pela cidade toda. As raízes se enrolam e parecem criaturas de outras dimensões, entrelaçadas. Na Índia inteira, onde nasce uma BANYAN, é um lugar que se reconhece como sagrado e de energia auspiciosa. As raízes dessa árvore saem de cima e se soltam, assim como um cipó. Essas raízes descem, entram na terra e formam novos troncos, e fica parecendo uma floresta. Mas, na verdade, é uma árvore só.
A BANYAN é tida como um símbolo perfeito da vida eterna, porque ela se espande quase infinitamente. Sr Shiva, quando representado na forma dakshina murti (sentado com a palma da mão direita virada para frente ), sempre aparece sentado embaixo dessa árvore sagrada, com os rishis (sábios) em volta dele.
Onde tem uma dessas BANYANS, sempre tem gente visitando como um lugar sagrado. E nas grandes cidades, como Calcutá, é normal vermos pessoas oferecendo incensos e lamparinas.
No Bhagavad Gita, está escrito que essa árvore deve ser adorada e Sr Krishna usa a árvore BANYAN como um símbolo para descrever o verdadeiro significado da vida, para o grande herói guerreiro Arjuna.
As raízes que vêm de cima, entram no solo, formando círculos que se expandem e refletem o nome BAHUPADA, que significa aquela que tem muitos pés.
Ainda não sei se tem o dia certo para glorificar a BANYAN, mas deve ter sim. Aqui, cada dia tem um festival e variados tipos de adoração, o que faz com que os assuntos práticos do dia-a-dia fiquem em segundíssimo plano. É fácil arrumar uma empregada e muito barato. Só que elas faltam, porque hoje é o dia de Ganeshji, hoje é dia de Lakshimiji, hoje é dia de Durgaji, hoje é dia de glorificar o irmão mais velho, hoje é dia da vaca, hoje é dia do eletrônico etc e tal...
